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sexta-feira, 20 de abril de 2018

Formação das Monarquias Nacionais: Portugal e Espanha

Leia resumo bem prático da formação de Portugal e da  Espanha.



Formação das Monarquias Nacionais: Portugal e Espanha

Origem das nações
Durante quase toda a Idade Média não existiam países como os conhecemos hoje. As pessoas sentiam-se ligadas apenas a uma cidade ou a um feudo, e não a um país. Já no final da Idade Média, os reis voltaram a aparecer em cena. Queriam ampliar seu poder e submeter os senhores feudais e a Igreja. A única saída para isso era aliarem-se aos burgueses, centralizando, assim, a autoridade.
Nesta aliança, a burguesia contribuiria com o dinheiro, e o rei faria as modificações que favorecessem o comércio. Com o dinheiro da burguesia, os reis poderiam organizar um exército profissional capaz de impor sua autoridade aos outros senhores feudais e nobres. Estas novas nações, por serem governadas por reis, ficaram conhecidas como Monarquias Nacionais.

A Monarquia Nacional Portuguesa
Portugal foi o primeiro país europeu em que se consolidou um governo forte, centralizado na pessoa do rei. A formação da Monarquia Nacional Portuguesa iniciou-se na luta pela expulsão dos árabes, que desde o século VIII dominavam a península Ibérica. O rei Afonso VI, do reino cristão de Leão e Castela, com o auxilio de nobres franceses, conseguiu vitórias na luta contra os mouros. Como recompensa, concedeu ao nobre francês Henrique de Borgonha a mão de sua filha e doou terras que formavam o Condado Portucalense.
O filho de Henrique de Borgonha, Afonso Henriques, proclamou-se rei de Portugal em 1139, dando início à dinastia de Borgonha. Afonso Henriques, o Conquistador, estendeu seus domínios para o sul, até o rio Tejo, e fez de Lisboa, sua capital.
Em 1833, com a morte do último rei da dinastia de Borgonha, dom Fernando, o Formoso, a coroa portuguesa poderia cair nas mãos dos soberanos espanhóis, parentes do rei morto. A burguesia portuguesa, por sua vez, temia ver seus interesses comerciais prejudicados pelos espanhóis. Assim, o povo e os comerciantes portugueses aclamaram rei de Portugal dom João, de Avis e meio irmão de dom Fernando.
Até 1835, desenvolveu-se violenta luta entre, de um lado, a nobreza dos espanhóis e o exército castelhano e, de outro, o povo e a burguesia portuguesa, que apoiavam dom João. Graças ao apoio financeiro dos comerciantes portugueses, as forças revolucionárias venceram a luta, conhecida como Revolução de Avis, e dom João assumiu o trono português. Por terem recebido ajuda dos comerciantes, os reis da dinastia de Avis deram todo apoio à expansão do comércio e às Grandes Navegações, que ocorreriam a partir do início do século XV.

A Monarquia Nacional Espanhola
A partir do século XI, inicia-se o processo de reconquista da península Ibérica, dominada desse o século VIII pelos mouros, muçulmanos de origem africana. Pouco a pouco os pequenos reinos cristãos fixados no norte da península, durante a conquista árabe, conseguiram ampliar seu território. Foram fundados vários reinos: Aragão, Costela, Leão, Navarra. Com isso, os muçulmanos começaram a recuar em direção ao litoral sul. No final do século XII, a maior parte do território já tinha sido reconquistada.
Em 1469, o casamento de Fernando (herdeiro do trono de Aragão) com Isabel (irmã do rei de Castela e Leão) uniu os três reinos, dando origem à Espanha. Em 1492, os exércitos de Fernando e Isabel apoderaram-se de Granada e expulsaram definitivamente os mouros da península Ibérica, consolidando a monarquia na Espanha. Foi no século XVI, com Carlos I, que a Monarquia Nacional Espanhola atingiu seu apogeu.

Fonte: História e Vida. Da Pré-História à Idade Média. Nelson Piletti e Claudino Piletti. Editora Ática- S.Paulo.

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