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segunda-feira, 14 de março de 2011

Independência dos Estados Unidos. (resumo)

Leia o resumo abaixo e aproveite para estudar.


1. Resumo.

A independência dos Estados Unidos da América.

As colônias inglesas da América do Norte tinham sido fundadas principalmente por imigrantes ingleses fugidos às perseguições religiosas e políticas.  O território das 13 colônias inglesas, na costa atlântica, porém, organizou-se de maneira diferenciada. Na região centro e norte predominaram as pequenas e médias propriedades que usavam mão-de-obra livre, voltadas para a produção de itens iguais aos que se produziam na Europa, típicos das áreas temperadas, que não atraíam interesse explorador da Inglaterra (colônias de povoamento).   Ao contrário, no sul, (colônias de exploração) desenvolveu-se a agricultura de produtos tropicais, realizada em latifúndios escravistas, voltada para o mercado externo.
A luta pela independência das 13 colônias inglesas da América do Norte inseriu-se no quadro de crise do Antigo Regime.  A Guerra dos Sete Anos, entre França e Inglaterra, veio a aumentar as tensões entre a metrópole e as colônias. Apesar de ter vencido o conflito, a Inglaterra tentou reequilibrar suas finanças adotando uma política tarifária sobre suas colônias do norte da América. Em 1764 o Parlamento inglês aprovou a Lei do Açúcar, que taxava pesadamente esse produto importado das Antilhas pelos colonos. Pouco depois, em 1765, a Inglaterra instituiu a Lei do Selo, segundo a qual todos os documentos, livros, jornais e até baralhos teriam que ter um selo comprado da metrópole. Mais tarde, em 1773, a Inglaterra lançou um imposto sobre o chá (Lei do Chá), produto importado e muito consumido pelos colonos.
Representantes das colônias americanas, reagindo às determinações inglesas, reuniram-se no Congresso de Filadélfia (1774), exigindo o fim das Leis Intoleráveis, como foram chamadas as taxações e sanções determinadas pelo governo inglês. Pouco a pouco as relações americanas e inglesas ficavam cada vez mais difíceis.  Como o governo inglês não cedeu às exigências das colônias, organizou-se o Segundo Congresso da Filadélfia, no qual se decidiu aprovar a Declaração de Independência das 13 colônias. George Washington foi nomeado comandante das tropas norte-americanas nas lutas que se seguiram.
A luta pela libertação das colônias inglesas seguiu até 1783, quando, com ajuda francesa e espanhola, fez-se vitoriosa. Em 1783 a Inglaterra reconheceu a independência dos Estados Unidos da América. Após a independência foi elaborada a Constituição dos Estados Unidos (1787) que estabeleceu o regime republicano, combinando propostas presidencialistas e federalistas.  A independência das colônias inglesas da América e a formação dos Estados Unidos serviram como estímulo à emancipação das colônias da América Latina.
    Fonte: VICENTINO, Cláudio. História Integrada: os séculos XVIII e XIX. Editora Scipione. S.Paulo. 2009.


2. Texto.

A independência dos Estados Unidos da América.

Na América do Norte, a colonização de povoamento e a política de tolerância da metrópole – autogoverno (self-government) – propiciaram um desenvolvimento autônomo às colônias do norte e do centro, cuja economia se baseava no comércio e na produção de manufaturados. As colônias do sul praticavam a economia agroexportadora, principalmente de algodão, por isso eram controladas pelas regras do exclusivo colonial. Nas colônias do norte e do centro formou-se uma elite colonial ligada ao comércio e às atividades manufatureiras, de mentalidade capitalista e sempre interessada em ampliar investimentos. Esse grupo social teve grande importância na guerra de independência dos Estados Unidos, ocorrida no último quartel do século XVIII.
Os colonos habituavam-se a legislar sobre as questões locais, e as assembleias provinciais agiam com significativa independência em se tratando de uma região colonizada. Em 1763, a Coroa britânica decidiu  intensificar a exploração colonial e criou um conjunto de leis que garantiam o monopólio do mercado consumidor para as manufaturas inglesas, prejudicando as manufaturas coloniais; favoreciam os comerciantes de pele, os especuladores de terras, os pescadores e os madeireiros nascidos na metrópole; restringiam a participação dos colonos no comércio com as Antilhas e com a África – comércio triangular-; diminuíam  a autonomia dos órgãos políticos e administrativos das colônias.
Nos dois anos seguintes, o Parlamento inglês criou dois novos impostos coloniais, visando aumentar a arrecadação metropolitana: a Lei do Açúcar (1764) incidiu sobre o açúcar e o melaço e criou taxas sobre a importação de produtos como vinho, seda e café; também proibia o comércio com as Antilhas holandesas, obrigando ao comércio com as Antilhas britânicas; a Lei do Selo (1765) obrigava a colocação de selos em jornais, livros, panfletos de qualquer caráter e documentos comerciais. O selo era uma forma de taxação, porque somente o governo podia vender as estampilhas que os colonos eram obrigados a comprar.
Em reação a essas leis, os colonos proclamaram que “sem representação não há tributação” e decidiram não mais aceitar as determinações inglesas, pois os colonos que viviam na América não tinham representação no Parlamento inglês. Diante do clima tenso que se formou, a metrópole revogou a Lei do Selo.
Em 1767, o Parlamento tentou impor novas taxas (Leis Townshend). A reação dos colonos foi o confronto com o exército inglês. No dia 5 de março de 1770, os soldados ingleses enfrentaram populares e mataram cinco pessoas – episódio conhecido como Massacre de Boston. Antes que a crise se agravasse, o governo inglês revogou os impostos.
Em 1773, o clima entre ingleses e colonos voltou a ficar tenso com a decretação de mais uma lei, a Lei do Chá, que garantia à Companhia das Índias Orientais (controlada por comerciantes metropolitanos) o monopólio sobre a comercialização do chá. Na noite de 16 de dezembro de 1773, em resposta à nova lei, colonos disfarçados de índios atacaram três navios da Companhia, que estavam atracados no porto de Boston, e jogaram a carga de chá no mar. Nesse acontecimento, conhecido como Festa do Chá de Boston, evidenciava-se a proximidade da ruptura da colônia com a Inglaterra.
Diante dos atritos com a metrópole, os colonos formaram dois grupos. 1. Os conservadores: grupo composto por grandes proprietários rurais do sul e grandes comerciantes do norte e do centro, reivindicava o fim da tributação excessiva, mas não apoiava a instalação de um governo independente com a participação das camadas populares. 2. Os radicais: grupos que reunia os pequenos proprietários e trabalhadores livres, defendia a criação de um governo que atendesse às necessidades da maioria. A indefinição da elite econômica na luta contra a Inglaterra permitiu aos grupos populares tomarem a frente do movimento.
Em 1774, a metrópole adotou uma série de medidas retaliadoras para responder às manifestações coloniais. As novas normas, denominadas pelos colonos de Leis Intoleráveis, determinavam que o porto de Boston ficaria fechado até que se pagasse uma indenização à  Companhia das Índias Orientais pelo chá jogado no mar e que todas as pessoas suspeitas de violar as determinações metropolitanas seriam levadas a julgamento na Inglaterra.
Em setembro de 1774, representantes de doze colônias (apenas a Geórgia não participou) reuniram-se em Assembleia e instituíram o Primeiro Congresso Continental da Filadélfia, que decidiu  impor um boicote total à Inglaterra, a qual reagiu mobilizando suas tropas em direção à colônia rebelada.
A Associação Continental, que representava o Congresso, convocou os colonos a se armarem para resistir o avanço metropolitano.
O comando das operações militares foi entregue a George Washington, um conservador do Sul, capaz de impor confiança aos grandes proprietários, temerosos de que o conflito colocasse em risco seus bens.
O Segundo Congresso Continental da Filadélfia, reunido em 1775, decidiu romper com a Inglaterra. Durante o período de combate entre os colonos e as tropas inglesas, porém, muitos membros da elite, assustados com a radicalização do movimento, retrocederam e aliaram-se aos ingleses.
A revolta parecia condenada ao fracasso quando, em 10 de janeiro de 1776, Thomas Paine publicou um pequeno folheto intitulado Bom senso, no qual argumentava que uma ilha não devia governar um continente. A população, influenciada pelas palavras de Paine, pressionou os conservadores a se definirem pela independência.
Em junho de 1776, o Congresso Continental reuniu-se novamente, dessa vez para redigir um documento que declarava a independência das Treze Colônias.  A Declaração de Independência, escrita por Thomas Jefferson, John Adams e Benjamin Franklin, foi aprovada pelo Congresso do dia 4 de julho de 1776.
A Inglaterra não aceitou a ruptura e enviou mais tropas para acabar com a revolução. Seguiram-se cinco anos de guerra em solo americano, que tiveram um efeito devastador sobre a economia do novo país.
A França viu nos acontecimentos da América do Norte uma oportunidade para retaliar a Inglaterra, sua rival histórica, e passou a lutar ao lado dos rebeldes. A ação conjunta das tropas norte-americanas e francesas impôs sérias derrotas aos ingleses. Em 1781, a própria Coroa britânica entendeu que era melhor acabar com a guerra e chamou suas tropas de volta à Europa. Estava encerrado o ciclo de lutas que marcou o processo de independência dos Estados Unidos. Em 1783, o governo inglês assinou um documento, o Tratado de Paris, reconhecendo a autonomia da nova nação.  

Fonte: História. Uma Abordagem Integrada. Nicolina Luiza de Petta. Eduardo A.B.Ojeda. Luciano Delfini. Editora Moderna. São Paulo. 2005


18 comentários:

Anônimo disse...

É TA RAZOAVÉL !!

Anônimo disse...

ADORIE SEU RESUMO, E ME AJUDOU MUITO OBRIGADA.

Anônimo disse...

gostei mais ou menos

Anônimo disse...

muito bom esse resumo vai me ajudae muito vllw

Anônimo disse...

ajudou bastante valeeu

Anônimo disse...

O resumo, a modo curto e explicativo, foi razoável. Faltou acrescentar alguns detalhes, como o The Boston Tea Party e outras exigências inglesas.

Anônimo disse...

O Gustavo usou este resumo na prova.

Anônimo disse...

muito obrigada me ajudou bastante

Anônimo disse...

Esta razoavelmente bom este resumo, mas acho que deveria ter acrescentado fatos importantes como: Massacre de Boston, Festa do Chá, Leis Intoleráveis, Tratado de Versalhes,..

Anônimo disse...

me ajudou muito esse resumo , vlw mesmo :)

Anônimo disse...

Isso é um resumo ?????? _|_

Anônimo disse...

Muito obrigada pelo resumo, esta bastante bom, mas devia ter acrescentado outros pormenores relevantes...

Anônimo disse...

show de bola

Anônimo disse...

Gostei +ou-!

roberaldoleite.blogspot.com disse...

Parabéns prof. Ferdinando, pela dedicação com seus alunos, acompanhando a evolução dos recursos digitais das redes sociais. Estou tentando fazer o mesmo...
Profª Rosani (História)

pedro lima disse...

resumo nota 9,99

Anônimo disse...

Isso é o resumo???, nossa!!!

Anônimo disse...

Olá, gostei de seus comentários, este livro que você usou História Uma abordagem integrada de Nicolina é ideal para que facha etária? minha filha esta cursando o 8º ano, estudando a Independência americana e a repercussão em outros países.