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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Civilizações pré-colombianas - resumo.

MAIAS, INCAS E ASTECAS
OS MAIAS: Desenvolveram sua civilização na América Central, em territórios que hoje compreendem o sul do México, a Guatemala, Belize e Honduras, chegando a expandir sua influencia para áreas ao norte, localizadas na  região central do México.  Os antepassados mais antigos dos maias viviam na costa do Oceano Pacífico, já por volta de 1800 a.C. Eram sedentários e produtores de vasos cerâmicos, espalhado sua civilização, pouco a pouco, por uma imensa área da América  Central. A partir de 250 D.C., as cidades maias floresceram, até por volta do ano 900 d.c. – o que corresponde ao que foi chamado de Período Clássico, caracterizado pelo desenvolvimento da agricultura e pela formação de muitas cidades planejadas, como Copán, Palenque e Tikal. Nessas cidades, as construções foram se tornando cada vez mais complexas, com destaque para templos e pirâmides.
                As cidades do Período Clássico foram sendo abandonadas no século IX d.C., não se sabe ainda, ao certo, por que, mas a maioria dos estudiosos considera que pode ter sido em consequência de fortes mudanças climáticas, que provocaram o resfriamento  de amplas áreas no Hemisfério Norte. Por causa de mudanças, teria havido o esgotamento agrícola na região, agravando as dificuldades econômicas, que provocaram muitas lutas internas. O período pós-clássico (século X-XVI) testemunhou o florescimento de centros mais ao norte, no Yucatán, como Chichén Itzá. Finalmente, os Maias defrontaram-se com os conquistadores espanhóis, tendo sido por eles catequizados, embora tenham mantido sua língua e outros traços culturais, o que se comprova pelo fato de, até hoje, a população dessas regiões maias falar o antigo idioma e preservar muitos costumes e tradições milenares.
                Os maias desenvolveram um sofisticado sistema de escrita, usando ideogramas e sinais silábicos para grafar e registrar os acontecimentos, suas crenças e cálculos astronômicos. Sobre a observação dos astros, os conhecimentos desenvolvidos pelos maias impressionam os estudiosos até hoje, por sua grande precisão, havendo quem afirme que nunca antes, em outra civilização, os fenômenos astronômicos haviam sido observados  com tanta acuidade. Um dos motivos dessa preocupação com os astros era a motivação religiosa, pois consideravam que a história humana e natural dependia desses cálculos preciosos.
 OS ASTECAS: Ao norte, no México, a civilização asteca  desenvolveu-se ao redor do Vale do México a partir do século XIII, com sua capital localizada em Tenochtitlán.  Os astecas expandiram-se em direção ao sul, conquistando parte da América Central. Só foram derrotados pelos conquistadores espanhóis, a partir de 1519. A civilização asteca ficou conhecida por seu ímpeto guerreiro e pelos  sacrifícios humanos e canibalismo que realizavam. Ambas as praticas tinham caráter religioso, mas impressionaram os espanhóis e, depois,  os próprios estudiosos, em razão do elevado número de pessoas sacrificadas. Contemporâneos  espanhóis relataram que os astecas explicavam tais mortes afirmando que os europeus  de  matavam em guerras, enquanto os astecas sacrificavam os sobreviventes após as batalhas.
 OS INCAS: A terceira grande civilização americana foi a inca. Os incas formaram o maior império do continente americano, não havendo, em sua época de esplendor, qualquer reino europeu que a ele se equiparasse. Sua formação data do século XIII d.C., na região dos Andes, com capital em Cuzco, abrangendo um território que, de norte a sul, estendia-se da atual Colômbia até a Argentina, com seu centro no Peru. O grande Império Inca espalhou-se por áreas montanhosas, mantendo as comunicações por um sistema de estradas único -  considerado por alguns pesquisadores como o melhor do mundo, em sua época, por onde passavam pessoas, animais de carga e transporte. Até as trilhas indígenas do Brasil estavam conectadas com essas vias. Pavimentadas, as estradas incas tinham escadas e pontes de madeira e corda, já que a roda nunca foi usada no continente americano, até a chegada dos europeus. Para administrar  esse imenso império, os incas também inventaram um sistema de escrita diferente de todos os outros conhecidos. Eram usados  cordas e nós, chamados de quipos, cuja descrição chegou até os espanhóis, que os destruíram quase  todos, de modo que, ao contrario da escrita maia, a inca não pode ser decifrada. Mesmo assim, a língua desse povo, o quícha, continua sendo falada até os dias de hoje. Pela imensidão do império, seu idioma e sua cultura forma difundidos para muito além de suas dilatadas fronteiras. Por exemplo, a palavra “garoa”, usada no sul do Brasil e na Argentina, áreas muito distantes do antigo Império Inca, é o idioma quíchua e significa “chuvisco”.
                Assim como os maias e os astecas, os incas também acabaram derrotados pelos espanhóis, no século XVI, mas, no caso deles, a conquista foi mais lenta do que nas terras menos montanhosas ocupadas pelos outros dois povos.  Nos Andes, o último rei inca, Túpac Amaru, foi capturado apenas em 1572. O Império Inca deixou de existir, mas o idioma e a cultura dos quíchua continuaram em uso e se fundiram com os dos espanhóis.
Fonte: Apostila de História – 7º ano (Professor).  Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

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