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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Economia açucareira - início.


Brasil: início da colonização e cana-de-açúcar.

A. Bases da colonização.
A economia colonial do Brasil foi organizada por Portugal como “plantation” e tinha as seguintes características: monocultura (predomínio de uma só cultura), latifúndio (grandes extensões de terras), escravidão ( mão - de - obra escrava) e exportação ( produção destinada à exportação).
A posse da terra era controlada e distribuída pelo governo português que no Brasil era representado pelos governadores-gerais e sua equipe. As cidades eram administradas pelas câmaras municipais composta dos “homens-bons” (fazendeiros, padres e militares) e tinham certa autonomia para elaborarem algumas leis municipais.
A igreja católica enviava padres (principalmente jesuítas) para catequizarem os indígenas e para cuidar da educação  (colégios) dos filhos dos colonos portugueses.

B. Escravos negros.
        A exploração do Brasil por Portugal se baseou na mão-de-obra escrava negra. Portugal já traficava negros para a Europa e logo decidiu traficá-los para o Brasil, já que encontrava muitas resistências com a mão-de-obra indígena.
            O tráfico negreiro para o Brasil se tornaria uma atividade muito lucrativa. Os negros bantos (enviados para o Rio de Janeiro e Pernambuco) e os sudaneses (enviados para Bahia) foram os principais grupos africanos a chegarem à colônia brasileira.

C. Cana-de-açúcar.
          O primeiro engenho de açúcar no Brasil foi instalado em São Vicente (1532) por Martin Afonso de Sousa, mas foi o nordeste (principalmente Pernambuco) que se tornou o maior centro de produção do açúcar.
Solo favorável, clima quente e úmido, aumento do consumo na Europa, declínio no comércio de Portugal com as Índias, a ameaça de invasão do Brasil por estrangeiros são as principais causas que levaram Portugal a produzir açúcar no Brasil.
Mas, faltava capital para investimento, já que produzir açúcar exigia maiores investimentos do que explorar pau-brasil na costa brasileira. Para isso, Portugal faz uma parceria com a Holanda: os holandeses investem capital na produção e recebem exclusividade na comercialização do açúcar na Europa. Esta parceira renderia à Holanda os lucros maiores do negócio açucareiro.
As grandes propriedades (latifúndios) nas quais se plantava cana e se produzia açúcar eram conhecidas como engenhos. A maior parte das terras do engenho era utilizada na plantação da cana (monocultura) para produzir  açúcar  e ser  exportado  (exportação) e uma parte menor para a produção de alimentos. A grande maioria dos trabalhadores eram escravos negros (escravidão) e os homens brancos apenas administrava a produção.
O senhor de engenho comandava toda a vida no engenho: morava na casa-grande, era proprietário dos escravos, mandava na sua família sinhá,  sinhazinha  e filhos) e  dominava a vida política de sua região. Os escravos eram propriedades do senhor, explorados e moravam nas senzalas, moradias coletivas com péssima higiene.

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