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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Movimentos Nativistas. Resumo

Rebeliões Nativistas no Brasil.
1. Revolta de Beckman (Maranhão, 1684). O maranhão, no século XVII, era uma região pobre, que vivia principalmente da exploração das drogas do sertão e da pequena lavoura. Como os colonos da região não tinham recursos para comprar escravos africanos, recorriam constantemente à escravização indígena, sofrendo por isso a oposição dos jesuítas.
Para incentivar a colonização e solucionar as dificuldades dos colonos, Portugal criou, em 1682, a Companhia do Comércio do Maranhão, que dominaria o comércio da região por 20 anos. Sua função seria vender produtos europeus, como bacalhau, azeite, vinho, tecidos, farinha de trigo, etc., e comprar o que os colonos produzissem, como algodão, açúcar, madeira e as drogas do sertão. Teria também de conseguir para região 500 escravos por ano, a fim de solucionar o problema de mão-de-obra.
A Companhia, entretanto, vendia seus produtos a preços altíssimos e comprava os artigos dos colonos por valor muito baixo, além de não cumprir o acordo com relação aos escravos. Essa situação levou os colonos a se rebelarem contra a Companhia de Comércio do Maranhão. Sob o comando do fazendeiro Manuel Beckman, os revoltosos ocuparam, em 1684, a cidade de São Luís, de onde expulsaram os representantes da Companhia e os jesuítas que se opunham à escravização indígena, governando o Maranhão por quase um ano.
A reação portuguesa foi dura, enviando tropas para combater os revoltosos e um novo governador para o Maranhão. Os principais líderes do movimento foram enforcados, encerrando a rebelião. O único proveito que os colonos conseguiam com o movimento foi a extinção da Companhia.

2. Guerra dos Emboabas (Minas Gerais, 1707-1709). A descoberta de ouro em Minas Gerais, pelos bandeirantes paulistas, atraiu para a região milhares de colonos de outras províncias além de um grande número de portugueses. Julgando-se com o direito exclusivo sobre a área mineradora, os paulistas hostilizavam os forasteiros – que foram apelidados de “emboabas”.
Sob a liderança de Manuel Nunes Viana, apelidado de “Govenador das minas”, os emboabas enfrentaram os paulistas em vários combates. O mais marcante deles ocorreu no chamado capão da traição, no qual 300 paulistas foram cercados pelos emboabas. Sob a promessa  de que ninguém seria morto, os paulista se renderam e entregaram as armas. O comandante dos emboabas, Bento do Amaral Coutinho, entretanto, ordenou o ataque e massacrou os paulistas.
Em 1709, o governo português interveio e, a fim de pacificar e melhor administrar a região, separou a capitania de São Paulo e Minas Gerais da capitania do Rio de Janeiro. Pouco depois, os bandeirantes paulistas partiram em busca de ouro em Goiás e Mato Grosso, abandonando as Minas Gerais. 

3. Guerra dos Mascates (Pernambuco, 1710-1711). Desde a expulsão dos holandeses do nordeste e a consequente decadência da economia açucareira, a aristocracia rural da vila de Olinda vivia em dificuldades econômicas. Continuava, no entanto, controlando a política de Pernambuco, através de sua Câmara Municipal, à qual estava submetido o povoado de Recife.
Enquanto Olinda decaía economicamente, Recife prosperava, graças ao intenso comércio exercido pelos portugueses, apelidados de “mascates”. Além dos grandes lucros obtidos com a venda de mercadorias, os comerciantes passaram a emprestar dinheiro aos olindenses a juros altos. Assim, Recife se transformara no principal centro econômico de Pernambuco, enquanto Olinda continuava a ter o predomínio político.
Em 1709, os comerciantes de Recife conseguiram da Coroa sua emancipação, passando o povoado a ser uma vila independente, com condições de vir a ser o controle político de Pernambuco. Os olindenses, então, sentindo-se prejudicados, invadiram  Recife, iniciando a Guerra dos Mascates (1710-1711).
Os conflitos terminaram no ano seguinte, quando Portugal nomeou Félix José Machado governador de Pernambuco, que prendeu os principais envolvidos no conflito e manteve a autonomia de Recife. No ano seguinte, todos os revoltosos foram anistiados e Recife passou a ser o eixo administrativo de Pernambuco.    

4. Revolta de Filipe dos Santos (Minas Gerais, 1720). A Revolta de Filipe dos Santos, ou de Vila Rica (em 1709), ocorreu como consequência dos crescentes tributos aplicados por Portugal em Minas Gerais.
A rebelião começou quando o governo português proibiu a circulação de ouro em pó, exigindo que todo o ouro fosse entregue às Casas de Fundição, onde seria transformado em barras e quintado.   Mais de 2 000 mineradores se rebelaram contra essa medida e dirigiram-se ao governador, o conde de Assumar. Sem soldados suficientes para fazer frente aos manifestantes, o governador prometeu atender às suas exigências: a não instalação das Casas de Fundição e o fim de vários tributos sobre o comércio local.
O governador, entretanto, assim que conseguiu reunir tropas suficientes para conter os manifestantes, colocou  os Dragões da Cavalaria (soldados metropolitanos) contra os revoltosos de Vila Rica. Prendeu vários deles e queimou diversas casas. Filipe dos Santos, um dos líderes mais pobres da manifestação, foi condenado à morte, enforcado e esquartejado como exemplo para evitar outras rebeliões.
A metrópole conseguiu impor novamente seus interesses na Colônia. Manteve as Casas de Fundição e, para melhor controlar a região mineradora, separou Minas Gerais da capitania de São Paulo.

2 comentários:

Anônimo disse...

excelente,parabéns pelo blog!

Anônimo disse...

nossa muito bom eu tava estudando pra prova de história ai eu tava com preguiça de estudar pelo papel e vim estudar pelo o computador . ai encontrei esse blog muito bom ..................... exscelente