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terça-feira, 10 de maio de 2022

Atividade: Estado - Nação - País

                                                Atividade: Estado - Nação - País


domingo, 3 de abril de 2022

+ Pré-História - Brasil: Sambaquis e Civilizações Amazônicas +

Os Sambaquis

 Os povos do litoral ocupavam a costa brasileira desde o Espírito Santo até o Rio Grande do Sul há 6 mil anos. Alimentavam-se, basicamente, de frutos do mar, mas também eram coletores. Os "homens dos sambaquis" eram sedentários, pois não tinham necessidade de deslocar-se para buscar alimentos. As conchas descartadas com as quais obtinham os moluscos foram se amontoando e assim, foram aproveitados para construção de casas. Estes são os principais vestígios para estudar este povo. Também foram localizadas sepulturas nas quais os corpos eram enterrados com vários objetos e pintados de vermelhos. Isto significa que os "homens sambaquis" realizavam ritos funerários e acreditavam numa outra vida.

Povos Agricultores: Viveram de 3,5 mil a 1,5 mil anos atrás. Habitavam cabanas ou casas subterrâneas e eram conhecedores da técnica da cerâmica. No Rio Grande do Sul foram chamados de Itararés e no Sudeste e Nordeste de Tupis. Esses povos deram origem às tribos indígenas do Brasil. Os tupis conheciam a agricultura e por isso, eram sedentários. A cerâmica era usada para armazenar alimentos e como urnas funerárias quando alguém falecia.                                                     Fonte: https://www.todamateria.com.br/pre-historia-brasileira/

Civilizações amazônicas: marajoaras – tapajônicas

 

Nas regiões do interior do Brasil também são encontrados riquíssimos sítios arqueológicos. Os chamados “cemitérios dos índios” são, na verdade, vestígios de antigas civilizações do território brasileiro. Ali encontramos grandes aldeias que realizavam sofisticados rituais funerários. Datados com cerca de mil anos, esses povos possuíam uma cultura bastante diferente da dos sambaquis.

Ainda na região amazônica, temos relato sobre um outro conjunto de povos pré-históricos. Designados como integrantes da civilização marajoara, esses povos deixaram interessantes vestígios materiais. Dotados de uma arte ceramista ricamente detalhada, esta civilização faz parte dos mais complexos grupos humanos que viveram em terras brasileiras.

Com o passar dos anos, as civilizações ameríndias foram desenvolvendo-se em território nacional. Espalhados em diferentes tribos, os índios brasileiros integraram uma parte mais recente da História das populações nativas do Brasil. A partir do século XV, a chegada dos europeus transformou radicalmente a situação dos índios. A intolerância religiosa e cultural, a violência e as epidemias foram responsáveis pela dizimação dos povos indígenas no país.

                                                                                       Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/prehistoria-brasileira.htm

 


sábado, 2 de abril de 2022

A “Pré-História Brasileira”

6º ano  Fund-II  - A “Pré-História Brasileira”

A “Pré-História Brasileira”

A – Da África para o mundo.
A maioria dos estudiosos concorda que o local de origem do ser humano é a África. A partir da África, os primeiros humanos espalharam-se pela Europa e pela Ásia e finalmente chegaram à América (Brasil), em um processo que durou milhares de anos.
Há duas hipóteses principais para explicar os caminhos percorridos pelo homem para chegar à América: 1- Chegaram à América por terra, depois de atravessar o Estreito de Bering, situado entre a Sibéria (Rússia) e o Alasca (Estados Unidos). 2 – Chegaram à América por mar, vindos da Oceania. E, depois de atravessar o Oceano Pacífico navegando de ilha em ilha em pequenas embarcações, desembarcaram no continente americano. Isto teria ocorrido entre 15mil e 12 mil atrás.
Já a brasileira Niede Guidom e sua equipe descobriram no Piauí (Brasil) pedaços de pedra lascada e vestígios datados de 50 mil anos e que marcam a presença do homem no Brasil desde esta data. Muitos estudos e pesquisas sobre estes vestígios ainda estão sendo feitos.

B – Os povos dos sambaquis.
Há cerca de seis mil anos, o litoral do Brasil atual, entre o Espírito Santo e Santa Catarina, começou a ser ocupado por povos que tinham como alimento principal a pesca. Estes homens ficaram conhecidos como povos do sambaquis ou das conchas. As conchas vazias eram deixadas no chão e iam se acumulando. Com o passar dos anos, foram se formando verdadeiras montanhas de conchas, sobre as quais as pessoas construíram suas cabanas e enterravam seus mortos. Chamamos estas montanhas, com até 30 metros de altura, de sambaquis.
Há cerca de 2 mil anos os povos dos sambaquis desapareceram, provavelmente porque foram vencidos pelos grupos tupis, que na época se expandiram pelo litoral brasileiro.

C – Amazônia: Os marajoaras.
Os povos da região amazônica começaram a praticar a agricultura há cerca de 7 mil anos.  Eles desenvolveram cultivos próprios, como plantas medicinais, corantes e a mandioca. Suas cerâmicas estão entre as mais antigas da América e são de diversos tipos e formas: vasos, estatuetas, jarros, urnas funerárias, entre outras.
Foi na ilha de Marajó, na foz do Rio Amazonas, que a cultura marajoara se desenvolveu. Ainda não se sabe a razão de seu desparecimento, por volta dos anos de 1300 – 1400.

D – Os índios no Brasil na chegada dos portugueses em 1500.
            Quando Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil em 1500, estima-se que aqui viviam cerca de 8 milhões de pessoas. Os principais grupos indígenas que viviam no Brasil eram: Tupi, Aruaque, Macro-Jê e Caribe.
O primeiro contato entre os indígenas e os portugueses, ocorrido em 1500, foi de muita estranheza para ambas as partes, pois eram de culturas amplamente diferentes.
Os índios que habitavam o Brasil por volta de 1500 viviam da caça, da pesca e de agricultura rudimentar (cultivavam principalmente mandioca). Domesticavam animais de pequeno porte, como por exemplo, porco do mato e capivara. As tribos que aqui viviam possuíam regras políticas, econômicas e sociais. Praticavam guerras, alianças, cerimônias de enterro e casamentos.

Durante o processo de colonização do Brasil, os índios foram condenados ao trabalho forçado, mortos em conflitos ou morreram por doenças trazidas pelo homem branco. Assim os índios foram dizimados pelos portugueses. Dois séculos após a chegada dos portugueses, a população indígena já estava reduzida pela metade. Atualmente existem cerca de 200 mil índios no Brasil.

sexta-feira, 1 de abril de 2022

=== A chegada do homem no continente americano ===

 





Teorias sobre a origem do homem americano e brasileiro

 

Teorias sobre a origem do homem americano e brasileiro

Chegando à América

A hipótese tradicional propõe que o ser humano chegou ao continente americano atravessando uma ponte de gelo ou terras emersas na região do Estreito de Bering, entre os atuais Estados Unidos e Rússia. Segundo essa hipótese, alguns cientistas afirmam que a chegada dos primeiros grupos teria acontecido há cerca de 20 mil anos, durante a última glaciação, época em que a temperatura do planeta esteve extremamente baixa e as geleiras avançaram dos pólos em direção ao equador.

Esses primeiros ocupantes da América, que teriam vindo das atuais Mongólia e Sibéria, na Ásia, seriam caçadores e estariam perseguindo suas presas quando fizeram a travessia para a América do Norte. Tudo indica que, naquele momento, o nível do mar estava aproximadamente 150 metros mais baixo do que atualmente, formando assim uma sólida faixa de gelo. Essa camada de gelo teria se desfeito quando a temperatura do planeta subiu, dando origem ao atual Estreito de Bering.

A migração de seres humanos através do Estreito de Bering não pode ser descartada, mas é provável que tenham existido outros caminhos. É possível também que homens e mulheres tenham chegado ao continente americano muito antes dessa data.

 

 O homem brasileiro

Ainda não se sabe ao certo quando os primeiros grupos humanos começaram a povoar o território brasileiro.

Durante muitos anos, esses grupos forma crescendo e avançando em todas as direções do continente, ocupando inclusive o território que hoje é o Brasil. Como eram nômades, deslocavam-se de um lugar para o outro, alimentando-se de animais, peixes, frutas e raízes.

Eles percorreram o continente em direção ao sul, acompanhando rebanhos de animais e caçando bisões, mamutes, castores e preguiças gigantes. Os cientistas encontraram fósseis desses animais e pontas de flechas que indicam os caminhos por onde andaram nossos antepassados.

Com o passar do tempo, alguns grupos foram se fixando em diferentes lugares. Passaram a domesticar animais e a cultivar a terra, formando pequenas aldeias.

                                                          Fonte: https://www.sohistoria.com.br/ef2/origemhomem/

quinta-feira, 31 de março de 2022

Chegada do Homem à América: principais hipóteses

               Chegada do Homem à América: principais hipóteses

 

As principais hipóteses sobre a chegada dos seres humanos ao continente americano.

 De acordo com estudos arqueológicos, existem três principais hipóteses para explicar a chegada dos primeiros seres humanos ao continente americano. Como veremos abaixo, uma delas é, atualmente, a mais aceita em função das recentes pesquisas arqueológicas.


As três hipóteses e a qual é a mais aceita

 1 - A hipótese mais aceita diz que os primeiros seres humanos chegaram ao continente americano há, aproximadamente, 12 mil anos (na passagem do Paleolítico para o Neolítico), vindos do continente asiático. Teriam entrado pelo extremo norte da América (região do Alasca), após atravessarem o Estreito de Bering, quando as águas do Mar de Bering (passagem) estava congelada. Esses estudos apontam que os grupos humanos, após entrarem na América, espalharam-se por todo o continente.

 2 - Existe uma outra hipótese, parecida com a primeira, que também afirma que os seres humanos vieram da Ásia, porém há 15 mil anos, aproximadamente, e entraram pelo Estreito de Bering. De acordo com arqueólogos que defendem essa hipótese, os seres humanos foram se estabelecendo na costa oeste da América do Norte e, aos poucos, navegaram para a América Central e do Sul. Numa etapa seguinte, foram penetrando para o interior do continente.

 3 - Uma outra hipótese, pouca aceita atualmente, afirma que há dezenas de milhares de anos, a partir da costa africana ou da Oceania, os homens navegaram e chegaram a costa oeste (os vindos da Oceania) e leste (os vindos da África) da América do Sul. Numa etapa seguinte, os grupos humanos foram penetrando para o interior do continente.

 Por que hipóteses?

  Os estudos arqueológicos a respeito desse importante fato histórico ainda estão em desenvolvimento. Muitas pesquisas e achados futuros podem mudar esse cenário a qualquer momento. Outras hipóteses podem surgir e até mesmo uma 

                           Fonte: https://www.suapesquisa.com/prehistoria/chegada_homem_america.htm

domingo, 23 de janeiro de 2022

Fim de férias. Início das aulas - 2022

Fim de férias.
Volta às Aulas

http://www.glimboo.com/imagens_volta_as_aulas.php
Bom retorno para todos nós.

domingo, 5 de setembro de 2021

Escravidão na colônia brasileira - 7º ano

 Escravidão na colônia brasileira


Escravidão: da África ao Brasil

            Os africanos escravizados formaram a força de trabalho no Brasil por séculos.  A maioria dos africanos, escravizados, pertenciam aos povos africanos sudaneses (Costa do Marfim, Senegal) e bantos (Moçambique, Angola e Congo).  Após capturados por tribos inimigas, estes africanos eram forçados a embarcar em navios conhecidos como “navios negreiros”.

Após quase dois meses de viagem no Oceano Atlântico em condições precárias, com pouca comida e segurança e muitas doenças e mortes, chegavam em terras brasileiras, principalmente no Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia

            Já desembarcados nas cidades do litoral brasileiro, os escravos eram examinados, avaliados e comprados.  Geralmente separados de suas famílias, eram levados para o trabalho em fazendas, engenhos, comércio e como domésticos nas casas dos seus senhores.


Vida de escravo no Brasil

            No Brasil, os escravos trabalhavam de doze a quinze horas por dia: começavam entre 4 e 5 horas da manhã e iam até o anoitecer.  Por vezes, nas manhãs dos feriados e domingos eram usados no conserto de cercas, caminhos e outros serviços. Recebiam uma cuia de feijão e uma porção de farinha de mandioca ou de milho. Vez por outra, recebiam também pedaços de rapadura e carne-seca.

            Eram castigados por qualquer pequena falta. Entre os instrumentos de castigos estavam a palmatória, a máscara de ferro e a chibata.  O escravo era, ao mesmo tempo, objeto e pessoa, tinha vontade própria, mas não podia executá-la se fosse contrária à vontade de seu senhor.

As fugas e o suicídio ocorriam como forma de resistência. Os escravos que fugiam refugiavam-se em grupos chamados de Quilombos.  O maior e mais duradouro de todos os quilombos brasileiros foi o Quilombo de Palmares, no atual estado de Alagoas.

 

 O trabalho dos escravos no Brasil

Os africanos não vieram para o Brasil por vontade própria; foram trazidos para trabalhar. O homem trabalhava como agricultor, carpinteiro, ferreiro, pescador, pedreiro, carregador, ajudante no comércio e em várias outras funções. A mulher cultivava a terra, cuidava dos doentes, colhia e moía a cana, lavava, passava, fazia partos, vendia doces e salgados e outras atividades.

Nos engenhos, o trabalho começava na madrugada: antes do nascer do sol, a porta da senzala era aberta e os escravos eram conduzidos às áreas de trabalho. Grande parte dos escravos ia para os canaviais, onde faziam o plantio, a colheita e o carregamento para o barracão do engenho. Dentro do barracão, cuidavam da moenda, da fornalha e da caldeira - fervura do caldo da cana. Depois, colocavam em formas e eram encaixadas para a venda.

Na mineração, os escravos também faziam a maior parte do trabalho. Garimpavam ouro no leito do rio e em galerias estreitas, molhadas e sem segurança, que desabavam com frequência. Ficavam o dia inteiro em pé, com parte do corpo dentro da água e em péssimas condições.

sábado, 4 de setembro de 2021

Tráfico negreiro - vídeo - 7ºano

                                       Vídeo - 7º ano - Tráfico negreiro

                                                                                                                                                                         Fonte:  https://www.youtube.com/watch?v=y2-SAxldlcc

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Sistema escravocrata no Brasil colonial - vídeo



Vídeo sobre Sistema Colonial. Série Vestibulando Digital.

http://www.youtube.com/watch?v=8smpJiKxo2E

Brasil escravocrata - ficha


Ficha -  Senhores e Escravos: o sistema escravocrata no Brasil

A -          Desde o final do século XV Portugal utilizava mão de obra escrava de origem africana nas ilhas do Atlântico e esse  comércio  era um negócio extremamente lucrativo. O governo cobrava impostos sobre a compra e venda de escravos e os comerciantes conseguiam altos lucros no transporte e venda de escravos no Brasil.
No Brasil os escravos eram colocados à venda em lotes que juntavam pessoas de dialetos e regiões diferentes, de forma a dificultar a comunicação entre eles, e consequentemente, as revoltas de escravos.
Nas grandes fazendas havia dois tipos de escravos: Domésticos, que trabalhavam mais próximo ao senhor e a sua família, servindo na casa-grande e tinham melhores condições de vida. Do eito, que trabalhavam na lavoura, submetidos a um ritmo de trabalho abusivo e sofriam castigos violentos para reprimir qualquer idéia de revolta e acelerar a produção.
B -          Mesmo assim, os escravos se revoltavam e muitas vezes fugiam para os quilombos, locais de mata fechada, terras férteis e difícil acesso, para possibilitar a sobrevivências dos habitantes e dificultar a recaptura.
O quilombo mais conhecido foi o Quilombo de Palmares que chegou a ter aproximadamente 30 mil habitantes. Palmares ocupou uma grande área entre Pernambuco e Alagoas. Não havia propriedade privada  e toda produção era dividida de acordo  com a necessidade de cada família.
Palmares foi comandado por Ganga Zumba e depois por Zumbi. Palmares durou quase cem anos e em 1695 foi derrotado pelas tropas do paulista Domingos Jorge Velho.

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Conquista espanhola na América


Conquista espanhola na América (ficha-resumo).

A América rapidamente tornou-se um bom investimento para os Estados mercantilistas, principalmente a partir de 1545, quando foram descobertas na região de Potosí (na atual Bolívia) as maiores minas de prata do mundo conhecido na época.
Durante o período colonial, a América espanhola permaneceu dividida em quatro vice-reinos (Nova Granada, Nova Espanha, Peru e Rio da Prata) e em quatro capitanias gerais (Cuba, Chile, Guatemala e Venezuela).  Estas regiões eram controladas diretamente pela Coroa espanhola, mas existiam também os cabildos, que eram assembléias semelhantes às atuais Câmaras Municipais que eram controladas pelos espanhóis locais.
Na América espanhola, os chapetones, espanhóis natos, representavam a Coroa espanhola na colônia e os criollos (espanhóis nascidos na colônia) formavam a elite local e dominavam os cabildos. Índios, negros africanos e mestiços formavam a classe trabalhadora.
A Espanha sempre procurou garantir que a exploração econômica de sua parte da América beneficiasse os interesses da Coroa e da burguesia. Com o monopólio comercial, as riquezas eram desviadas da América e acumuladas na Europa, e pelo pacto colonial, as colônias não poderiam estabelecer relações comerciais com nenhuma outra nação, exceto  com a metrópole e sua burguesia comercial.
A agricultura também enriqueceu a Coroa e a burguesia espanholas. No entanto, a atividade econômica preponderante na América espanhola sempre foi a mineração, que marcou a região como a maior fonte de metais preciosos do mundo.
A escravidão negra praticamente restringiu-se às plantações de cana-de-açúcar e tabaco nas ilhas do Caribe; em todas as outras regiões, predominou o trabalho indígena.
O brutal e estafante trabalho compulsório ocorria nas modalidades da encomienda ou da mita. A encomienda era a exploração de um grupo de índios por um colono espanhol em troca da responsabilidade do colono em catequizar os nativos. Pela mita, os grupos de nativos dominados eram obrigados a colocar anualmente à disposição do colono um certo  número de homens para trabalhar para este colono. A encomienda e a mita são formas de trabalhos compulsórios  que predominaram na exploração colonial da  América pela Espanha.

                 Fonte: História: ciências humanas suas Tecnologias. Caderno de revisão - ensino médio. Editora Saraiva

Pau-Brasil e Economia Açucareira - vídeos - I.

Extrativismo do Pau-Brasil e Economia Açucareira (vídeo 1).   http://www.youtube.com/watch?v=zJOyu5DNZgA

Ciclo da cana-de-açúcar (vídeo 2)    http://www.youtube.com/watch?v=YJpZ0DvsRMc

domingo, 1 de agosto de 2021

=========== OS BANDEIRANTES - resumo ===========

    Em 1600, enquanto a capitania de Pernambuco progredia embalada pela produção de açúcar, a capitania de São Vicente vinha perdendo força. Então, por falta de trabalho, parte da população vicentina subiu a Serra do Mar e, aos poucos, formou um povoado, São Paulo do Campo de Piratininga.

O povoado que mais tarde veio a ser vila e depois a cidade de São Paulo teve um crescimento lento. Em 1660, São Paulo era um povoado pobre; tinha apenas 150 casas, habitadas por cerca de 1.500 pessoas que plantavam milho e mandioca e criavam porcos e galinhas para sobreviver.

Os paulistas eram homens rudes e acreditavam que a única solução para a pobreza estava no sertão. Por isso, decidiram organizar bandeiras, ou seja, expedições particulares que partiam geralmente de São Paulo com o objetivo de capturar indígenas e achar ouro e pedras preciosas.

Uma grande bandeira era formada por um ou dois bandeirantes experientes, alguns jovens de origem portuguesa, vários mestiços e centenas de indígenas escravizados, usados como guias, carregadores, guerreiros e cozinheiros.

Desde o inicio, os paulistas prenderam e escravizaram índios. A partir de 1620, porém, com o crescimento das plantações de trigo em São Paulo, aumentou muito a procura por trabalhadores. Então, os paulistas organizaram grandes bandeiras de caça ao índio. Para conseguir aprisionar muitos indígenas de uma só vez, atacavam as missões jesuíticas.

As principais bandeiras de caça ao índio, chefiadas por Antônio Raposo Tavares, destruíram em apenas dez anos (1628-1638) as missões de Guairá (Paraná), Itatim (Mato Grosso do Sul) e Tape (Rio Grande do Sul).

Desde cedo, os bandeirantes encontraram pequenas quantidades de ouro no leito dos rios. No século XVII, uma crise econômica levou o rei de Portugal a escrever aos bandeirantes para que procurassem ouro e pedras preciosas no sertão. Em 1674, Fernão Dias Pais partiu de São Paulo em direção ao sertão e pensou ter encontrado esmeraldas, mas eram turmalinas, pedras verdes sem nenhum valor.

A trilha aberta por Fernão Dias, no entanto, serviu para outras bandeiras, que, seguindo o mesmo caminho, descobriram ouro. Entre elas, cabe destacar as bandeiras de: Antônio Rodrigues Arzão, Sabará (Minas), por volta de 1693; Pascoal Moreira Cabral, Cuiabá (Mato Grosso) em 1719; Bartolomeu Bueno da Silva, Vila Boa (Goiás), por volta de 1725.

Nos séculos XVII E XVIII, os bandeirantes foram contratados por fazendeiros e autoridades para combater índios ou negros rebelados contra a escravidão. Esse tipo de “negócio” entre bandeirantes e poderosos era chamado de sertanismo de contrato.

História: Sociedade e Cidadania -7º ano. Alfredo Boulos. Editora FTD.


Entradas e bandeiras - Os bandeirantes - resumo - 7ºano

No desenvolvimento do processo de colonização do Brasil, a organização de expedições pelo interior teve objetivos diversos. A busca por metais e pedras preciosas, o apresamento de indígenas, a captura de escravos africanos fugitivos e o encontro das drogas do sertão são apenas alguns dos aspectos que permeiam a motivação desses deslocamentos. Em suma, as expedições pelo interior do território estiveram divididas entre a realização das entradas e bandeiras.

As entradas envolviam a organização do governo português na realização de expedições que buscavam a apresamento de índios e a prospecção de minérios. Chegando ao século XVII, momento em que o açúcar vivia uma acentuada crise e o governo português se recuperava do domínio espanhol, as autoridades coloniais incentivavam tais ações exploratórias na esperança de descobrirem alguma outra atividade econômica capaz de ampliar os lucros da Coroa.

Além da ação oficial, a exploração do território colonial aconteceu pelas mãos de particulares interessados em obter riquezas, buscar metais preciosos e capturar escravos. Conhecidos como bandeirantes, essas figuras do Brasil Colonial irrompiam pelos sertões ultrapassando os limites impostos pelo Tratado de Tordesilhas e saíam, geralmente, das regiões de São Paulo e São Vicente. De fato, ao longo do tempo, vemos que o bandeirantismo se dividiu em diferentes modalidades.

No chamado bandeirantismo apresador, os participantes da expedição tinham como grande alvo o aprisionamento e a venda de índios como escravos. Esse tipo de atividade gerava bons lucros e atraia a atenção dos bandeirantes às proximidades das reduções jesuíticas. Afinal de contas, essas comunidades religiosas abrigavam um grande número de nativos a serem convertidos à condição de escravos. Como resultado dessa ação, a Igreja entrou em conflito com os praticantes desse tipo de bandeirantismo.

No bandeirantismo prospector, observamos a realização de expedições interessadas na busca por metais e pedras preciosas pelo interior. Por não ter garantias sobre o descobrimento de regiões auríferas, o bandeirantismo prospector era realizado paralelamente à captura de nativos, extração de drogas do sertão ou realização de qualquer outra espécie de atividade. Nos fins do século XVII, a prospecção bandeirantista instaurou a exploração de ouro na região de Minas Gerais.

Por fim, ainda devemos falar sobre o bandeirantismo de contrato. Esse tipo de ação expedicionária era contratado por representantes da Coroa ou senhores de engenho interessados em combater as populações indígenas mais violentas ou realizar a recaptura dos escravos africanos que fugiam. Além disso, o bandeirantismo de contrato foi empregado na organização de forças que combatiam a organização dos quilombos pelo interior do território.

Por Rainer Sousa Graduado em História

Brasil: início da colonização - resumo - 7º ano

                                                   Brasil: início da colonização

           A =    A colonização ultramarina portugueses iniciou-se em meados do século XV, após a conquista de Ceuta (localizada no norte da África) e com a colonização dos arquipélagos dos Açores e da Madeira (Oceano Atlântico). As ilhas produziam trigo e açúcar e também serviam de base para os navegadores portugueses explorarem o litoral africano nas viagens rumo às Índias. Com as navegações e as explorações marítimas, Portugal e a Espanha firmam um acordo dividindo a posse destas novas terras conquistadas (Tratado de Tordesilhas, 1494). Este tratado garantiria aos portugueses o controle das rotas de navegações marítimas do Atlântico Sul. Em duas décadas, os portugueses fundaram feitorias (locais com entrepostos comerciais) na Ásia e na África e iniciariam as explorações destas novas terras.

 Animado com os lucros das viagens marítimas, o rei de Portugal, D. Manuel, envia uma outra expedição às Índias, comandada por Pedro Álvares Cabral e com autorização para Cabral tomar posse de terras que encontrasse.  Assim, estes navegadores se afastam do litoral africano, velejando cada vez mais em direção ao Ocidente e depois de 43 dias navegando, chegam na região de Porto Seguro, atual Bahia (22/04/1500). No dia 26 de abril de 1500 os padres jesuítas, vindo com Cabral, rezam a primeira missa em território brasileiro.

B =   A partir de 1500, o Brasil foi inserido na rota oriental do comércio português, mas até 1530 não houve uma ocupação efetiva do Brasil, já que os portugueses estavam mais interessados no comércio com as Índias Orientais – mais lucrativo. Este período de 30 anos (1500-1530) é chamado de período pré-colonial. Mesmo assim, neste período já há a extração do pau-brasil no litoral brasileiro, primeiro produto de valor comercial explorado por Portugal. Através da prática do escambo, isto é, em troca de ferramentas de metal e outros utensílios e adereços (pentes, facas, espelhos, colares e outras bugigangas), os indígenas abasteciam os navios portugueses com madeira, que era comercializada na Europa.

Mas, neste período, o litoral brasileiro também começou a ser frequentado por franceses, espanhóis, ingleses e outros navegadores com o objetivo de contrabandear pau-brasil. Diante desta situação, Portugal começou a se preocupar com o Brasil e a partir de 1530 começa a enviar expedições para proteger estas terras e também D. João III, rei português, decide implantar no Brasil o sistema de capitanias hereditárias (15 capitanias criadas em 1534).

 C =   A primeira expedição colonizadora chegou ao Brasil em 1530, chefiada por Martim Afonso de Sousa que percorreu o litoral brasileiro, fundou a vila de São Vicente em 1532 (primeira cidade fundada no Brasil) e instalou nela o primeiro engenho de produção de açúcar.  Através das capitanias hereditárias, o rei português concedia um lote de terras a um nobre português, que tinha a tarefa de defendê-la, povoá-la e explorá-la economicamente. Devido à falta de investimento, aos ataques indígenas contra as capitanias, a imensidão do tamanho destes lotes de terras e a falta de comunicação entre elas, as capitanias fracassaram e apenas as capitanias de São Vicente e Pernambuco prosperaram (produziam açúcar).

 Com o fracasso das capitanias hereditárias, em 1548 foi criado o governo geral, sediado na cidade de Salvador (Bahia), primeira capital do Brasil. O governo geral deveria centralizar e coordenar a colonização do Brasil. Com o objetivo de povoação e proteção de invasores, vilas são fundadas. Em 1554 os padres jesuítas fundam a cidade de São Paulo e em 1565, após a expulsão dos invasores franceses, os portugueses fundam a cidade do Rio de Janeiro (1565). Nas cidades são instaladas as câmaras municipais que cuidarão da administração destas cidades.

 D =   A ordem religiosa católica Companhia de Jesus (padres jesuítas) foi fundada em 1534, na Europa, no contexto das Reformas Religiosas. Com o objetivo de expandir a doutrina católica (evangelização) e com o apoio dos reis de Portugal (católicos), os jesuítas, vindos da Europa com os portugueses, tiveram papel fundamental na colonização portuguesa do Brasil.  Com suas missões evangelizadoras, fundaram cidades, construíram colégios e igrejas com finalidades pedagógicas (alfabetização) e religiosas (catequese/doutrina católica).

 A expansão destas missões atraiu interesses de colonos paulistas, conhecidos como bandeirantes. Estes bandeirantes paulistas penetraram no interior da colônia em busca de riquezas minerais, sobretudo o ouro e a prata, indígenas para escravização ou extermínio de quilombos. Contribuíram, em grande parte, para a expansão territorial do Brasil além dos limites impostos pelo Tratado de Tordesilhas, ocupando o Centro Oeste e o Sul do Brasil e descobrindo ouro em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Mas, também entraram em conflitos com missões indígenas no interior da colônia e frequentemente acusados de extermínio e escravização de muitas aldeias indígenas.  Podemos destacar os bandeirantes Antônio Raposo Tavares, Bartolomeu Bueno (Anhanguera), Fernão Dias e Domingos Jorge Velho.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Período pré-colonial (ficha-resumo)


O encontro dos portugueses com os povos indígenas: período pré-colonial.

  
Os primeiros 30 anos (1500-1530) depois da chegada de Cabral em 1500 é chamada de período pré-colonial, pois Portugal não se interessava pelo Brasil, já que a prioridade era o comércio com as Índias, mais lucrativo.
Neste período pré-colonial (1500-1530), Portugal enviou diversas expedições para explorar e proteger o litoral do Brasil de piratas e navegadores ingleses, franceses, holandeses e espanhóis que buscavam o pau-brasil.
O pau-brasil foi o primeiro produto que despertou interesse nos europeus. Em troca de bugigangas, os índios trabalhavam para os europeus (escambo) que levavam seus navios carregados de madeira para a Europa.
Diante do crescente contrabando de pau-brasil e a grande extensão da costa brasileira, tornava-se impossível defender a posse portuguesa sobre o Brasil, sem que houvesse povoações, fortificações e habitantes fixos.
            Assim, em 1534, Martim Afonso fundou o primeiro povoamento, a vila São Vicente. Essa expedição e suas iniciativas encerraram o período pré-colonial brasileiro.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

A chegada dos portugueses no Brasil


A chegada dos portugueses no Brasil

OS ÍNDIOS NO BRASIL.
Historiadores afirmam que antes da chegada dos europeus à América havia aproximadamente 100 milhões de índios no continente. Só em território brasileiro, esse número chegava 5 milhões de nativos. Estes índios brasileiros estavam divididos em tribos, de acordo com o tronco linguístico ao qual pertenciam: Tupi-guaranis (região do litoral), Macro-jê (região do planalto central),  Aruaques (Amazônia) e Caraíbas ( Amazônia).
Atualmente calcula-se que apenas 400 mil índios ocupam o território brasileiro, principalmente em reservas indígenas demarcadas e protegidas pelo governo. São cerca de 200 etnias indígenas e 170 línguas. Porém, muitas delas não vivem mais como antes da chegada dos portugueses. O contato com o homem branco fez com que muitas tribos perdessem sua identidade cultural
                     A SOCIEDADE INDÍGENA NA ÉPOCA DA CHEGADA DOS PORTUGUESES.
O primeiro contato entre índios e portugueses em 1500 foi de muita estranheza para ambas as partes. As duas culturas eram muito diferentes e pertenciam a mundos completamente distintos. Sabemos muito sobre os índios que viviam naquela época, graças a Carta de Pero Vaz de Caminha (escrivão da expedição de Pedro Álvares Cabral) e também aos documentos deixados pelos padres jesuítas.
Os indígenas que habitavam o Brasil em 1500 viviam da caça, da pesca e da agricultura de milho, amendoim, feijão, abóbora, bata-doce e principalmente mandioca. Esta agricultura era praticada de forma bem rudimentar, pois utilizavam a técnica da coivara (derrubada de mata e queimada para limpar o solo para o plantio).
Os índios domesticavam animais de pequeno porte como, por exemplo, porco do mato e capivara. Não conheciam o cavalo, o boi e a galinha. Na Carta de Caminha é relatado que os índios se espantaram ao entrar em contato pela primeira vez com uma galinha.
As tribos indígenas possuíam uma relação baseada em regras sociais, políticas e religiosas. O contato entre as tribos acontecia em momentos de guerras, casamentos, cerimônias de enterro e também no momento de estabelecer alianças contra um inimigo comum.
Os índios faziam objetos utilizando as matérias-primas da natureza. Vale lembrar que índio respeita muito o meio ambiente, retirando dele somente o necessário para a sua sobrevivência. Desta madeira, construíam canoas, arcos e flechas e suas habitações (oca). A palha era utilizada para fazer cestos, esteiras, redes e outros objetos. A cerâmica também era muito utilizada para fazer potes, panelas e utensílios domésticos em geral. Penas e peles de animais serviam para fazer roupas ou enfeites para as cerimônias das tribos. O urucum era muito usado para fazer pinturas no corpo.
                                                                         Fonte: http://www.explicandoahistoria-ensinandohistoria.blogspot.com.

Período pré-colonial brasileiro (vídeo)

Professor (vídeo) explica período pré-colonial brasileiro.
                                                                            Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=IhRGX_EY7-8