Frase andante

"Feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina." (Cora Coralina)------------------- "Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos." (Pitágoras)

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ATENÇÃO. Este blog é apenas mais uma ferramenta de apoio complementar ao conteúdo do livro didático para auxiliar meus alunos e visitantes. Os vídeos e textos apresentados e indicados estão disponíveis na internet e são citados sempre com as referências e fontes. Que este blog seja mais um instrumento de aprendizagem e reforço de conteúdo para todos os visitantes. Seja bem-vindo(a).

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sexta-feira, 18 de março de 2016

Nazismo. Fascismo. Guerra Civil Espanhola.(vídeos)

Napoleão Bonaparte (texto-resumo)

Texto-resumo: Napoleão Bonaparte


Napoleão Bonaparte


            Ao período do Diretório (Revolução Francesa), seguiu-se, na França, o Consulado com Napoleão Bonaparte. O poder era exercido quase que exclusivamente por Napoleão, um militar que fora chamado pelas classes dominantes para pôr fim à desorganização reinante na vida política da França. O Consulado foi primeiramente triplo e depois uno, com Bonaparte ampliando gradativamente seu domínio sobre a política francesa, culminando na criação do império, em 1804.
            Para resolver a crise econômica que assolava o país, Napoleão criou o Banco da França e uma nova moeda, o franco, além de intensificar inúmeras obras públicas e estimular a industrialização.    Em 1084, foi publicado o Código Napoleônico, um código de leis que procurava dar um amparo legal á ideologia liberal revolucionária. Também promoveu uma profunda reforma educacional
Na política externa encontrou na Inglaterra a principal rival. Depois de dominar o continente, Bonaparte tentou invadir esse país, sendo derrotado em Trafalgar, pelo almirante Nelson.    Em seguida, em 1806, decretou o Bloqueio Continental, proibindo os países europeus de comercializarem com a Inglaterra, adotando duras represálias àquelas nações que resistissem às suas determinações. Foi o que aconteceu com a Rússia quando, em difícil situação econômica, decidiu reabrir seus portos ao comércio inglês. Napoleão invadiu a Rússia, mas dificuldades de toda ordem permitiram aos russos vencer o exército napoleônico.
            Pouco depois da fracassada Campanha da Rússia, Napoleão foi derrotado na batalha das Nações, preso e exilado na ilha de Elba, no Mediterrâneo. À queda de Napoleão seguiu-se o restabelecimento do governo Bourbon, na figura de Luís XVIII, que, no entanto, acabou derrubado pelo retorno vitorioso de Bonaparte em 1815.
            O último governo de Napoleão, os Cem Dias de 1815, terminou na batalha de Waterloo, quando o corso acabou preso e, em seguida, foi exilado para a ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, onde morreu em 1821.            Após a vitória sobre Napoleão, as várias nações coligadas reuniram-se na Áustria e determinaram o restabelecimento da ordem sociopolítica anterior à Revolução Francesa. O Congresso de Viena fundou-se nos principais princípios da legitimidade e do equilíbrio europeu, inaugurando uma fase reacionária da política europeia.


Fonte: VICENTINO, Cláudio. História Integrada: os séculos XVIII e XIX. Editora Scipione.  S.Paulo. 1996.   
           

terça-feira, 15 de março de 2016

Império Bizantino


Império Bizantino 

Área dominada pelo Império Bizantino entre 1000 e 1100.                         http://www.infoescola.com


O colapso do Império Romano sentiu um de seus maiores golpes quando, em 395, o imperador Teodósio dividiu os territórios em Império Romano do Ocidente e do Oriente. Em 330, o imperador Constantino criou a cidade de Constantinopla no local onde anteriormente localizava-se a colônia grega de Bizâncio. Não sentido os reflexos da desintegração do Império Romano, a cidade de Constantinopla aproveitou de sua posição estratégica para transformar-se em um importante centro comercial.
Cercada por águas e uma imponente fortificação, a cidade de Constantinopla tornou-se uma salvaguarda aos conflitos que marcaram o início da Idade Média. Com o passar do tempo, o Império Bizantino alcançou seu esplendor graças à sua prosperidade econômica e seu governo centralizado. No governo de Justiniano (527 – 565), o império implementou um projeto de expansão territorial que visava recuperar o antigo esplendor vivido pelo Antigo Império Romano.

Ao longo de seu reinado, Justiniano conseguiu conter o avanço militar dos persas e búlgaros sob a região balcânica. Logo depois, empreendeu a expulsão dos vândalos do Norte da África. Mais tarde, deu fim à dominação gótica na Península Itálica e tomou a Península Ibérica dos visigodos. Apesar de chegar a reagrupar os antigos domínios da Roma Antiga, Justiniano não conseguiu resistir às novas invasões dos povos germânicos na Europa e a dominação árabe no Norte da África.

No plano político, Justiniano buscou a formulação de leis que se inspiravam nos antigos códigos jurídicos romanos. Formando um conjunto de juristas influenciados pelo Direito Romano, Justiniano compilou um grupo de leis que formaram o chamado Corpo do Direito Civil. Apesar de empreender a ampliação dos domínios do império, Justiniano foi vítima de uma grande conturbação. Na Revolta de Nika (532), vários populares organizaram um movimento em protesto contra as pesadas cargas tributárias e o grande gasto empreendido nas campanhas militares.

Mesmo contando com essa aproximação do mundo romano, o Império Bizantino sofreu influência dos valores da cultura grega e asiática. Um dos traços mais nítidos dessa multiplicidade da cultura bizantina nota-se nas particularidades de sua prática religiosa cristã. Divergindo de princípios do catolicismo romano, os cristãos bizantinos não reconheciam a natureza física de Cristo, admitindo somente sua existência espiritual. Além disso, repudiavam a adoração de imagens chegando até mesmo a liderarem um movimento iconoclasta.

Essas divergências doutrinárias chegaram ao seu auge quando, em 1054, o Cisma do Oriente estabeleceu a divisão da Igreja em Católica Apostólica Romana e Ortodoxa. Dessa forma, a doutrina cristã oriental começou a sofrer uma orientação afastada de diversos princípios do catolicismo tradicional contando com lideranças diferentes das de Roma.

Na Baixa Idade Média, o Império Bizantino deu seus primeiros sinais de enfraquecimento. O movimento cruzadista e a ascensão comercial das cidades italianas foram responsáveis pela desestruturação do Império. No século XIV, a expansão turco-otomana na região dos Bálcãs e da Ásia Menor reduziu o império à cidade de Constantinopla. Finalmente, em 1453, os turcos dominaram a cidade e deram o nome de Istambul, uma das principais cidades da Turquia.
                                                                                           Fonte: http://www.brasilescola.com/historiag/imperio-bizantino.htm


Justiniano em um dos mosaicos da Basílica de San Vitale.                                   http://www.historiadetudo.com
Império Bizantino

sexta-feira, 11 de março de 2016

1808

1808 conta como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. O livro relata e analisa, em linguagem acessível, uma parte fundamental da História Brasileira. Escrito pelo jornalista Laurentino Gomes, é um relato, em tom jornalístico, da fuga da família real portuguesa para o Brasil em 1807 e 1808. 
Dividida em 28 capítulos, a obra trata das razões que levaram a transferência da corte e suas conseqüências na História do Brasil e de Portugal. Dois cadernos-cor mostram 36 ilustrações de cronistas e pintores renomados da época, como Debret, Rugendas, Henderson e Chamberlain. Inclui ainda um mapa da viagem de D. João e uma "linha do tempo" mostrando os principais acontecimentos no Brasil e no mundo entre a Revolução Francesa e a Independência Brasileira. 

Segundo o autor, o livro também mostra que alguns dos problemas brasileiros que julgamos tão atuais -, como corrupção, criminalidade, clientelismo, ineficiência na administração pública e desigualdade social - já estavam todos aqui em 1808 ou chegaram junto com a corte portuguesa. Por outro lado, se D. João e a família real não tivessem fugido de Portugal para o Rio de Janeiro, o Brasil não existiria como é hoje.

http://www.fnac.com.br




1808
Gomes, Laurentino
Planeta Editora.  SP. 2007

domingo, 6 de março de 2016

Iluminismo - quadro.

Iluminismo - quadro comparativo

Iluminismo
Críticas
Defesas
Política
Absolutismo do rei
Sistema democrático
Pensamento
Intolerância da Igreja Católica
Liberdade de expressão
Economia
Mercantilismo
Liberalismo
Principais iluministas
Diderot.  D’Lambert.  Rosseau.  Voltaire.  Montesquieu

Iluminismo - resumo

 Iluminismo
 Thais Pacienvitch  -  wwwinfoescola.com

 O iluminismo  foi um movimento global, ou seja, filosófico, político, social, econômico e cultural, que defendia o uso da razão como o melhor caminho para se alcançar a liberdade, a autonomia e a emancipação. O centro das idéias e pensadores Iluministas foi a cidade de Paris.Os iluministas defendiam a criação de escolas para que o povo fosse educado e a liberdade religiosa. Para divulgar o conhecimento, os iluministas idealizaram e concretizaram a idéia da Enciclopédia (impressa entre 1751 e 1780), uma obra composta por 35 volumes, na qual estava resumido todo o conhecimento existente até então.
O iluminismo foi um movimento de reação ao absolutismo europeu, que tinha como características as estruturas feudais, a influência cultural da Igreja Católica, o monopólio comercial e a censura das “idéias perigosas”. O nome “iluminismo” fez uma alusão ao período vivido até então, desde a Idade Média, período este de trevas, no qual o poder e o controle da Igreja regravam a cultura e a sociedade.
Os principais pensadores iluministas foram:
Montesquieu (1689-1755) – Fez parte da primeira geração de iluministas. Sua obra principal foi “O espírito das leis”. Antes mesmo da sociologia surgir, Montesquieu levantou questões sociológicas, e foi considerado um dos precursores da sociologia.
Voltaire (1694-1778) – Critico da religião e da Monarquia, Voltaire é o homem símbolo do movimento iluminista. Foi um grande agitador, polêmico e propagandista das idéias iluministas. Segundo historiadores, as correspondências de Voltaire eram concluídas sempre com o mesmo termo: Écrasez l’Infâme (Esmagai a infame). A infame a que se referia era a Igreja católica. Sua principal obra foi “Cartas Inglesas”.
Diderot (1713-1784) – Dedicou parte de sua vida à organização da primeira Enciclopédia, sendo essa a sua principal contribuição.
D’Alembert (1717-1783) – Escreveu e ajudou na organização da enciclopédia.
Rousseau (1712-1778) – Redigiu alguns verbetes para a Enciclopédia. Suas ideias eram por vezes contrárias as dos seus colegas iluministas, o que lhe rendeu a fama de briguento. Sua principal obra foi “Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens”.
O movimento iluminista utilizou da razão no combate a fé na Igreja e a idéia de liberdade para combater o poder centralizado da monarquia. Com essa essência transformou a concepção de homem e de mundo. A partir do iluminismo surgiu outro movimento, de cunho mais econômico e político: o liberalismo

Iluminismo e o século XVIII. (vídeo)

Vídeo: século XVIII - Iluminismo

Veja vídeo. Aula sobre Iluminismo.


sábado, 5 de março de 2016

Revolução Russa. (vídeo)

Vídeos sobre a Revolução Russa


Veja os dois  vídeos abaixo e aproveite para estudar para a prova.
Novo Telecurso - aula 52 (Revolução Russa)


Parte 1
Parte 2 

Revolução Francesa.(vídeos)

Vídeo sobre a Revolução Francesa (1789)


Veja vídeo abaixo e aproveite para estudar.

Revolução Francesa. (resumo)

Leia resumo sobre a  Revolução Francesa e aproveite para estudar.

A Revolução Francesa é um movimento social e político que transforma profundamente a França de 1789 a 1799. Sob o lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, a burguesia revolta-se contra a monarquia absolutista e, com o apoio popular, toma o poder, instaurando a I República. Os revolucionários acabam com os privilégios da nobreza e do clero e livram-se das instituições feudais do antigo regime.
Antecedentes. No fim do século XVII, a sociedade divide-se em três Estados. Cerca de 98% da população pertence ao Terceiro Estado: são grandes e pequenos burgueses, trabalhadores urbanos e milhares de camponeses. Com os pesados impostos, eles sustentam o rei absolutista Luis XVI, o clero (Primeiro Estado) e a nobreza (Segundo Estado). A burguesia detém o poder econômico, mas perde as disputas políticas que trava com o clero e a nobreza. A partir de 1786, a França enfrenta dificuldades econômicas, como a crise da indústria, uma seca que reduz a produção de alimentos, além de um endividamento crescente. Em 1788, o rei, pressionado, convoca a Assembleia dos Estados Gerais. Os Estados Gerais começam seus trabalhos em maio de 1789.  Em junho, a disposição de liquidar o absolutismo e realizar reformas leva a bancada do Terceiro Estado a se proclamar Assembleia Nacional Constituinte.  A população se envolve, e as revoltas em Paris e no interior, causadas pelo aumento do preço do pão, resultam na Tomada da Bastilha (prisão que simbolizava o poder monárquico), em 14 de julho, marco da Revolução. Grande parte da nobreza foge do país. Em agosto de 1789, a Constituinte anula os direitos feudais ainda existentes e aprova a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
Assembleia Nacional Legislativa. Em setembro de 1791 é finalizada a Constituição, que conservava a monarquia, mas institui a divisão do poder (Executivo, Legislativo e Judiciário), proclama a igualdade civil e confisca os bens da Igreja. A unidade inicial do Terceiro Estado contra o antigo regime dá lugar a uma complexa composição partidária, que evolui conforme os vários momentos da revolução. Os girondinos, que se sentam à direita do plenário, representam a alta burguesia, são mais conservadores e combatem a ascensão dos sans-culottes (o povo). Os jacobinos, à esquerda, representam a pequena e média burguesia e   buscam ampliar a participação popular no governo.  Os deputados do centro, que oscilam entre jacobinos e girondinos, são maioria e recebem o apelido de grupo do pântano. Em abril de 1792, os monarquistas patrocinam a declaração de guerra à Áustria, como possibilidade de voltar ao poder. Austríacos e prussianos invadem a França com o apoio do lá refugiado Luís XVI, mas são derrotados pelos populares. Os jacobinos, liderados por Robespierre, Jean Paul Marat e Georges-Jacques Danton, assumem o governo. Formam as guardas nacionais e radicalizam a oposição aos nobres, considerados traidores. Em setembro, o povo invade as prisões e promove execuções em massa.
Convenção. Forma-se nova Assembleia, a Convenção, entre 1792 de 1795, para preparar outra Constituição. Os girondinos perdem a força, e a maioria fica com os jacobinos, liderados por Robespierre e Louis de Saint-Just. Os montanheses, uma facção dos jacobinos, proclamam a República em 20 de setembro de 1792. Luís XVI é guilhotinado em janeiro de 1793. Privilégios da nobreza são extintos, obriga-se o ensino público e gratuito e tabelam-se os preços dos alimentos. Começa o período do Terror, que dura de junho de 1793 a julho de 1794. Sob comando ditatorial de Robespierre é criado o Tribunal Revolucionário, encarregado de prender e julgar os traidores. Em 49 dias, cerca de 1,4 mil pessoas são guilhotinadas, incluindo jacobinos acusados de conspiração, como Danton  e o jornalista Desmoulins. Os membros da Convenção acabam se voltando conta o ditador, e Robespierre é preso e executado. Assim, chega ao fim a supremacia jacobina. Os girondinos, em aliança com o grupo do pântano, instalam no poder  a alta burguesia.
Diretório e Napoleão. Os clubes jacobinos são fechados e uma nova Constituição é redigida, instituindo outro governo, o Diretório (1795-1799), que consolida as aspirações da burguesia. O novo governo anula uma série de medidas tomadas anteriormente pelo governo da Convenção. Nesse período, o país sofre ameaças externas. Em defesa de seus interesses, a burguesia entrega o poder a Napoleão Bonaparte. (...) Para muitos historiadores, a Revolução Francesa é o auge de um amplo movimento revolucionário que consolida uma sociedade capitalista, liberal e burguesa. Atinge outros países, como a Inglaterra, os Estados Unidos, e chega à França com maior violência e ideais mais bem delineados. Os movimentos pela independência da América Espanhola também são reflexos dessas transformações.                                                                                                                                   
                                                                                                                                                                                Fontes: Almanaque Abril 2011.  Editora Abril.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Independência dos Estados Unidos. O Patriota.(vídeo)

Vídeo- O Patriota.


Abaixo  vídeos  sobre o filme exibido em sala de aula
























Independência dos Estados Unidos. (resumo)

Leia o resumo abaixo e aproveite para estudar.


1. Resumo.

A independência dos Estados Unidos da América.

As colônias inglesas da América do Norte tinham sido fundadas principalmente por imigrantes ingleses fugidos às perseguições religiosas e políticas.  O território das 13 colônias inglesas, na costa atlântica, porém, organizou-se de maneira diferenciada. Na região centro e norte predominaram as pequenas e médias propriedades que usavam mão-de-obra livre, voltadas para a produção de itens iguais aos que se produziam na Europa, típicos das áreas temperadas, que não atraíam interesse explorador da Inglaterra (colônias de povoamento).   Ao contrário, no sul, (colônias de exploração) desenvolveu-se a agricultura de produtos tropicais, realizada em latifúndios escravistas, voltada para o mercado externo.
A luta pela independência das 13 colônias inglesas da América do Norte inseriu-se no quadro de crise do Antigo Regime.  A Guerra dos Sete Anos, entre França e Inglaterra, veio a aumentar as tensões entre a metrópole e as colônias. Apesar de ter vencido o conflito, a Inglaterra tentou reequilibrar suas finanças adotando uma política tarifária sobre suas colônias do norte da América. Em 1764 o Parlamento inglês aprovou a Lei do Açúcar, que taxava pesadamente esse produto importado das Antilhas pelos colonos. Pouco depois, em 1765, a Inglaterra instituiu a Lei do Selo, segundo a qual todos os documentos, livros, jornais e até baralhos teriam que ter um selo comprado da metrópole. Mais tarde, em 1773, a Inglaterra lançou um imposto sobre o chá (Lei do Chá), produto importado e muito consumido pelos colonos.
Representantes das colônias americanas, reagindo às determinações inglesas, reuniram-se no Congresso de Filadélfia (1774), exigindo o fim das Leis Intoleráveis, como foram chamadas as taxações e sanções determinadas pelo governo inglês. Pouco a pouco as relações americanas e inglesas ficavam cada vez mais difíceis.  Como o governo inglês não cedeu às exigências das colônias, organizou-se o Segundo Congresso da Filadélfia, no qual se decidiu aprovar a Declaração de Independência das 13 colônias. George Washington foi nomeado comandante das tropas norte-americanas nas lutas que se seguiram.
A luta pela libertação das colônias inglesas seguiu até 1783, quando, com ajuda francesa e espanhola, fez-se vitoriosa. Em 1783 a Inglaterra reconheceu a independência dos Estados Unidos da América. Após a independência foi elaborada a Constituição dos Estados Unidos (1787) que estabeleceu o regime republicano, combinando propostas presidencialistas e federalistas.  A independência das colônias inglesas da América e a formação dos Estados Unidos serviram como estímulo à emancipação das colônias da América Latina.
    Fonte: VICENTINO, Cláudio. História Integrada: os séculos XVIII e XIX. Editora Scipione. S.Paulo. 2009.



2. Texto.

A independência dos Estados Unidos da América.

Na América do Norte, a colonização de povoamento e a política de tolerância da metrópole – autogoverno (self-government) – propiciaram um desenvolvimento autônomo às colônias do norte e do centro, cuja economia se baseava no comércio e na produção de manufaturados. As colônias do sul praticavam a economia agroexportadora, principalmente de algodão, por isso eram controladas pelas regras do exclusivo colonial. Nas colônias do norte e do centro formou-se uma elite colonial ligada ao comércio e às atividades manufatureiras, de mentalidade capitalista e sempre interessada em ampliar investimentos. Esse grupo social teve grande importância na guerra de independência dos Estados Unidos, ocorrida no último quartel do século XVIII.
Os colonos habituavam-se a legislar sobre as questões locais, e as assembleias provinciais agiam com significativa independência em se tratando de uma região colonizada. Em 1763, a Coroa britânica decidiu  intensificar a exploração colonial e criou um conjunto de leis que garantiam o monopólio do mercado consumidor para as manufaturas inglesas, prejudicando as manufaturas coloniais; favoreciam os comerciantes de pele, os especuladores de terras, os pescadores e os madeireiros nascidos na metrópole; restringiam a participação dos colonos no comércio com as Antilhas e com a África – comércio triangular-; diminuíam  a autonomia dos órgãos políticos e administrativos das colônias.
Nos dois anos seguintes, o Parlamento inglês criou dois novos impostos coloniais, visando aumentar a arrecadação metropolitana: a Lei do Açúcar (1764) incidiu sobre o açúcar e o melaço e criou taxas sobre a importação de produtos como vinho, seda e café; também proibia o comércio com as Antilhas holandesas, obrigando ao comércio com as Antilhas britânicas; a Lei do Selo (1765) obrigava a colocação de selos em jornais, livros, panfletos de qualquer caráter e documentos comerciais. O selo era uma forma de taxação, porque somente o governo podia vender as estampilhas que os colonos eram obrigados a comprar.
Em reação a essas leis, os colonos proclamaram que “sem representação não há tributação” e decidiram não mais aceitar as determinações inglesas, pois os colonos que viviam na América não tinham representação no Parlamento inglês. Diante do clima tenso que se formou, a metrópole revogou a Lei do Selo.
Em 1767, o Parlamento tentou impor novas taxas (Leis Townshend). A reação dos colonos foi o confronto com o exército inglês. No dia 5 de março de 1770, os soldados ingleses enfrentaram populares e mataram cinco pessoas – episódio conhecido como Massacre de Boston. Antes que a crise se agravasse, o governo inglês revogou os impostos.
Em 1773, o clima entre ingleses e colonos voltou a ficar tenso com a decretação de mais uma lei, a Lei do Chá, que garantia à Companhia das Índias Orientais (controlada por comerciantes metropolitanos) o monopólio sobre a comercialização do chá. Na noite de 16 de dezembro de 1773, em resposta à nova lei, colonos disfarçados de índios atacaram três navios da Companhia, que estavam atracados no porto de Boston, e jogaram a carga de chá no mar. Nesse acontecimento, conhecido como Festa do Chá de Boston, evidenciava-se a proximidade da ruptura da colônia com a Inglaterra.
Diante dos atritos com a metrópole, os colonos formaram dois grupos. 1. Os conservadores: grupo composto por grandes proprietários rurais do sul e grandes comerciantes do norte e do centro, reivindicava o fim da tributação excessiva, mas não apoiava a instalação de um governo independente com a participação das camadas populares. 2. Os radicais: grupos que reunia os pequenos proprietários e trabalhadores livres, defendia a criação de um governo que atendesse às necessidades da maioria. A indefinição da elite econômica na luta contra a Inglaterra permitiu aos grupos populares tomarem a frente do movimento.
Em 1774, a metrópole adotou uma série de medidas retaliadoras para responder às manifestações coloniais. As novas normas, denominadas pelos colonos de Leis Intoleráveis, determinavam que o porto de Boston ficaria fechado até que se pagasse uma indenização à  Companhia das Índias Orientais pelo chá jogado no mar e que todas as pessoas suspeitas de violar as determinações metropolitanas seriam levadas a julgamento na Inglaterra.
Em setembro de 1774, representantes de doze colônias (apenas a Geórgia não participou) reuniram-se em Assembleia e instituíram o Primeiro Congresso Continental da Filadélfia, que decidiu  impor um boicote total à Inglaterra, a qual reagiu mobilizando suas tropas em direção à colônia rebelada.
A Associação Continental, que representava o Congresso, convocou os colonos a se armarem para resistir o avanço metropolitano.
O comando das operações militares foi entregue a George Washington, um conservador do Sul, capaz de impor confiança aos grandes proprietários, temerosos de que o conflito colocasse em risco seus bens.
O Segundo Congresso Continental da Filadélfia, reunido em 1775, decidiu romper com a Inglaterra. Durante o período de combate entre os colonos e as tropas inglesas, porém, muitos membros da elite, assustados com a radicalização do movimento, retrocederam e aliaram-se aos ingleses.
A revolta parecia condenada ao fracasso quando, em 10 de janeiro de 1776, Thomas Paine publicou um pequeno folheto intitulado Bom senso, no qual argumentava que uma ilha não devia governar um continente. A população, influenciada pelas palavras de Paine, pressionou os conservadores a se definirem pela independência.
Em junho de 1776, o Congresso Continental reuniu-se novamente, dessa vez para redigir um documento que declarava a independência das Treze Colônias.  A Declaração de Independência, escrita por Thomas Jefferson, John Adams e Benjamin Franklin, foi aprovada pelo Congresso do dia 4 de julho de 1776.
A Inglaterra não aceitou a ruptura e enviou mais tropas para acabar com a revolução. Seguiram-se cinco anos de guerra em solo americano, que tiveram um efeito devastador sobre a economia do novo país.
A França viu nos acontecimentos da América do Norte uma oportunidade para retaliar a Inglaterra, sua rival histórica, e passou a lutar ao lado dos rebeldes. A ação conjunta das tropas norte-americanas e francesas impôs sérias derrotas aos ingleses. Em 1781, a própria Coroa britânica entendeu que era melhor acabar com a guerra e chamou suas tropas de volta à Europa. Estava encerrado o ciclo de lutas que marcou o processo de independência dos Estados Unidos. Em 1783, o governo inglês assinou um documento, o Tratado de Paris, reconhecendo a autonomia da nova nação.  

Fonte: História. Uma Abordagem Integrada. Nicolina Luiza de Petta. Eduardo A.B.Ojeda. Luciano Delfini. Editora Moderna. São Paulo. 2005


terça-feira, 1 de março de 2016

Revolução Russa de 1917. (ficha)

Revolução Russa - ficha utilizada em aula.


Revolução Russa de 1917
1. Pré-Revolução

Rússia antes de 1917    > economia agrária. > grandes latifúndios. > governo absolutista (Nicolau II).                   > dependência do capital estrangeiro.

1903: Divisão do Partido Social-Democrata Russo: bolcheviques –    mencheviques: oposição ao governo de Nicolau II.

Crise: Derrota da Rússia na guerra contra o Japão. Revolta do Potemkin. Domingo Sangrento.

Primeira Guerra Mundial: A participação da Rússia ao lado da Tríplice Entente aumenta a crise econômica dentro do país.

Criação da Duma. Mas, continuam as greves e protestos.

Fevereiro de 1917: tropas do governo atiram em manifestantes e parte do exército volta-se contra o governo.

  
2. Revolução (fev. e out-1917)


Fevereiro de 1917 - (Revolução Burguesa): Nicolau II abdica. Instala-se o Governo Provisório (Príncipe Lvov – Duma – Sovietes).

Primeira Guerra Mundial: Rússia continua na guerra. (oposição: sovietes – bolcheviques – povo).


Lênin (bolchevista): Governo provisório persegue oposição. Lênin refugiado na Finlândia.

Kerensky: Ministro da Guerra assume no novo governo.  Retorno de Lênin da Finlândia.

Milícias Revolucionárias: Grupos armados organizadas por Lênin e Trotsky (recebem apoio dos Sovietes e dos bolcheviques).

Outubro de 1917 – (Revolução Socialista): Lênin passa a governar o país (presidente do Conselho de Comissários do Povo – Sovietes)

Primeiras medidas do governo revolucionário:
Rússia retira-se da Primeira Guerra.  Criação do P. C. Nacionalização de bancos.  Reforma Agrária.

Guerra Civil (1917-1921): Exército Vermelho X Exército Branco.

1921: NEP. Medidas tomadas para desenvolver a agricultura, comércio e indústria na Rússia.

1922: Criação da URSS.

1924: Morte de Lênin. Stálin X Trotsky: início do governo de Stálin.

Planos Quinquenais (Planejamento Econômico).

Primeira Guerra Mundial.(vídeos)

Veja os vídeos sobre a Primeira Guerra Mundial e estude. 

Teleaulas (2) sobre a Primeira Guerra Mundial. Vídeo muito bom e vai ajudar no estudo sobre a Grande Guerra. Assista e depois comente.
ATENÇÃO: Existem muitos vídeos sobre a Primeira Guerra Mundial no YouTube, inclusive trabalhos feitos por alunos. Cuidado, pois também há muitos erros de conceitos, datas, localização  e inclusive de língua portuguesa.
Veja os dois vídeos.



   


Primeira Guerra Mundial (1914-1918) - resumo

 Leia resumo da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). 





Primeira Guerra Mundial

                A Primeira Guerra Mundial foi um conflito em larga escala marcado pelo acirramento das tensões econômicas, políticas e sociais na Europa durante o final do século XIX e o início do século XX, um choque de imperialismos. Tal fato estava diretamente relacionado à “corrida colonial” provocada neste período pelas potências capitalistas.        O processo de partilha das terras afro-asiáticas ocorreu de forma desigual, favorecendo principalmente a Inglaterra e França, em detrimento de potências em ascensão (caso de Itália e Alemanha, que se constituíram como estados nacionais somente em 1870). O cenário político era de um intenso jogo de forças entre os países possuidores de grandes impérios coloniais e aqueles menos favorecidos neste sentido.
            No plano europeu, formou-se um grande foco de tensão entre a França e a Alemanha, devido à vitória alemã na guerra Franco-Prussiana em 1870. Os resultados dessa guerra foram a unificação alemã, a anexação da Alsácia-Lorena (região rica em jazidas de carvão e ferro) e o pagamento de uma vultosa indenização pela França, implicando não só no desequilíbrio político-econômico do Estado francês, mas também no surgimento de um exacerbado nacionalismo através do revanchismo francês.
Além da França, a Alemanha era concorrente da Inglaterra no setor político e econômico, pois a industrialização alemã vinha num processo acelerado desde a unificação e já no início do século XX ameaçava os ingleses. Assim, foram formando-se alianças secretas entre países com as mesmas finalidades. Eram elas:
Tríplice Aliança: formada por Alemanha, Itália e Império Austro-Húngaro, posteriormente, recebeu a adesão do Império Turco Otomano.
Tríplice Entente: composta por França, Inglaterra e Rússia; havia uma aliança informal entre os russos e a Sérvia; no penúltimo ano de guerra, os Estados Unidos também entraram no conflito
A paz armada havia sido desenvolvida inicialmente pelo chanceler prussiano Otto Von Bismarck. Acreditava ele que os países haviam desenvolvido tamanha força de destruição que fariam o máximo para evitar a guerra. Bismarck estava errado.
Um dos fatores que impediu a paz foi uma disputa imperialista, a Questão Marroquina. Desde 1880, o Marrocos era considerado uma região de portas abertas aos negócios das potências europeias. Entretanto, em 1904, foi realizado um acordo entre Inglaterra e França, pelo qual o Egito seria entregue aos ingleses, enquanto estes apoiariam a presença francesa no Marrocos. A Alemanha, possuidora de poucas colônias, sentiu-se prejudicada, e as tentativas de acordo fracassaram.

O estopim
Frente à complexidade deste quadro, que ainda tinha a disputa pelo domínio da região dos Bálcãs por diversos países, o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, realizado por um grupo extremista patriota da Sérvia chamado Mão Negra, deve ser entendido como o estopim que deu início ao conflito entre esses dois países, acionando o sistema de alianças que colocou toda a Europa em guerra. Além dos países europeus (e suas colônias), outras nações entraram no conflito. O Brasil, por exemplo, tomou parte ao lado da Entente, mas apenas enviando auxílio médico. Já a Itália, aliada da Tríplice Aliança, fez acordos secretos com os ingleses e franceses e, em troca de colônias, abandonou alemães e austríacos.
            A Primeira Guerra pode ser dividida em três momentos. O primeiro teria sido a Guerra de Movimentos, na qual ocorreu o avanço dos Impérios Centrais, com a Alemanha interrompendo-o praticamente às portas de Paris em 1914. O segundo momento foi a Guerra de Trincheiras, quando, detidos em seu avanço, os Impérios Centrais cavaram trincheiras para garantir suas posições. Ao lado do frio, da fome e do medo, a inexperiência dos soldados misturava-se à nova tecnologia bélica da época, com a introdução da metralhadora, dos carros de combate, das armas químicas e dos aviões. Milhões de jovens europeus morreram entre 1915 e 1918. Nas colônias da Ásia e na África também havia combates sangrentos.
            A parte final foi a Contraofensiva dos Aliados¸ iniciada em 1917. Naquele ano, devido à Revolução Bolchevique, os russos deram início a uma série de negociações para deixar o conflito. Em dezembro, foi assinado o Tratado de Brest-Litovsky, pelo qual a Rússia saía da guerra e entregava a Polônia aos alemães. Nos anos seguintes, sob o governo de Lênin, várias outras partes do antigo império russo ganhariam autonomia. Com a saída da Rússia, os Impérios Centrais puderam concentrar suas forças sobre a frente ocidental, alterando o equilíbrio da guerra a seu favor.
            No início de 1917, os EUA, temerosos de que seus investimentos na Europa naufragassem com a derrota da França e da Inglaterra, declararam guerra à Alemanha. O motivo teria sido o controverso torpedeamento – ainda em 1915 – do transatlântico britânico Lusitânia no Mar do Norte, que havia partido de Nova York com passageiros americanos. O presidente Woodrow Wilson promoveu o alistamento voluntário de um milhão de soldados, que desembarcam na Europa em março de 1917. A Alemanha estava exaurida após quatro anos de guerra e apressou-se em pedir a paz, no que foi apoiada pelos americanos. Porém, diante da negativa dos franceses e ingleses em negociar com o Império, o alto-comando alemão, que fazia oposição à intransigência do kaiser, proclamou a República, que se rendeu incondicionalmente aos Aliados.
           
Tratados de Paz
            Inicialmente, o presidente Wilson propôs o Plano dos 14 pontos, acordo cuja  proposta final era a criação da Liga das Nações, uma associação entre os países que deveria zelar pela paz no mundo. Mas, franceses e ingleses não estavam dispostos a permitir a retomada do crescimento alemão, e Wilson acabou marginalizado nas negociações. O fato de não contar com a presença e a atuação dos Estados Unidos acabou enfraquecendo a entidade.
            Em 1919, foi assinado entre os vencedores e imposto aos perdedores o Tratado de Versalhes, um acordo de paz radical que visava enfraquecer os alemães. Da proposta de Wilson foram aproveitados dois pontos: a criação da Liga das Nações e a devolução da Alsácia-Lorena à França. Os alemães tiveram de pagar uma indenização de 33 bilhões de libras-ouro aos países vencedores, reduzir o exército a 10% do montante do início da guerra (100.000 homens), limitar a indústria bélica e ainda ceder 1/7 de seu território para a criação da Polônia e do corredor polonês, com o porte livre de Dantzig.
            A Liga das Nações não incluía a Alemanha nem a Rússia Socialista.  Em 1919 foi assinado o Tratado de Saint-Germain, que fundava o Império Austríaco, criando a Áustria, a Hungria, a Tcheco-Eslováquia e a Iugoslávia, e também passava para o controle italiano as regiões de Trieste, Sul do Tirol, Trentino e Ístria. Em 1920 foi assinado o Tratado de Sèvres, que extinguia o Império Turco, reduzindo seu território e passando suas possessões na Mesopotâmia (Iraque e Síria) e Palestina para o controle franco-britânico.
            Fonte: Almanaque de História. Vestibular e ENEM. On line Editora