Frase andante

"Feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina." (Cora Coralina)------------------- "Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos." (Pitágoras)

=========================== Bem-vindo(a) =============================

ATENÇÃO. Este blog é apenas mais uma ferramenta de apoio complementar ao conteúdo do livro didático para auxiliar meus alunos e visitantes. Os vídeos e textos apresentados e indicados estão disponíveis na internet e são citados sempre com as referências e fontes. Que este blog seja mais um instrumento de aprendizagem e reforço de conteúdo para todos os visitantes. Seja bem-vindo(a).

====================================================

terça-feira, 18 de julho de 2023

Roma Antiga - vídeo

 

Fonte: Brasil Escola - https://www.youtube.com/watch?v=LuW4wS1aAJo

Civilização Romana - mapas

Roma Antiga - mapas

Divisões das províncias romanas


http://topazio1950.blogs.sapo.pt/216565.html
A divisão provincial do Império Romano

                                                   
Conquistas dos romanos

http://filosofandoehistoriando.blogspot.com.br/
                       


A divisão do  Império Romano

http://fazendohistorianova.blogspot.com.br










Civilização Romana - resumo.


Civilização Romana

a cidade de Roma teria sido fundada em 753 a.C., na planície do Lácio, região central da península Itálica. Na época da fundação, a península era habitada por gauleses, etruscos e italiotas (nas planícies centrais) e gregos (ao sul). Entre as tribos indo-europeias, destacavam-se os latinos, habitantes da planície do Lácio.

* Monarquia (753 - 509 a.C.) O rei tinha atribuições administrativas, militares, jurídicas e religiosas. Havia um conselho de anciãos (Senado), que exercia funções legislativas, com poder de veto sobre as leis propostas pelo rei, e uma assembléia da qual participavam todos os proprietários de terras. A economia romana baseava-se na atividade pastoril, e a sociedade era assim dividida: patrícios – camada social dominante, grandes proprietários de terras; clientes – classe intermediária, formada por indivíduos que se colocavam sob dependência ou proteção de famílias patrícias, em troca de prestação de serviços; plebeus – homens livres sem direitos políticos, trabalhavam como camponeses, artesãos ou comerciantes e estavam sujeitos à escravidão por dívidas. No ano 509 a. C., um golpe desfechado pela aristocracia patrícia pôs fim à monarquia.

* República (509 – 27 a.C.) No período republicano, consolidou-se o modo de produção escravista e definiu-se o perfil imperialista da civilização romana. Controlado pela elite patrícia, o Senado passou a ser órgão de maior poder político.
A partir do século V a.C., entrou em guerra contra Cartago, localizada no norte da África, grande potência comercial da época. O conflito foi conhecido como Guerras Púnicas. Entre 264 a.C. e 146 a.C., Roma sobrepôs-se como potência hegemônica e Cartago converteu-se em província romana.
Durante esse período, imensos territórios foram anexados aos domínios romanos, e o mar Mediterrâneo tornou-se um “lago romano” (o mare nostrum). As regiões conquistadas passaram para o controle romano como províncias, e cada uma era administrada por um procônsul.
A expansão territorial trouxe transformações econômicas, sociais e políticas que provocaram uma violenta crise na república. As consequências do imperialismo foram o aumento do número de escravos e a consolidação da economia escravista; o aumento do número e da extensão dos latifúndios; a ruína dos pequenos proprietários; o desemprego no campo e o êxodo rural; o afluxo de riquezas na forma de impostos e produtos de saques efetuados após as guerras de conquista  e os conflitos sociais decorrentes do caos urbano (desemprego) e da crise política ( guerra civil).
O quadro de empobrecimento, tensão social e anarquia generalizada provocaram lutas civis que se refletiram no cenário político. Uma sucessão de golpes e assassinatos marcou o período entre 133 a.C. e 27 a.C.
Entre 133 a.C. e 121 a.C., os irmãos Graco elaboraram um projeto de reforma agrária e a Lei Frumentária, que determinava o fornecimento de trigo e pão a preços reduzidos para a população pobre de Roma.  Tibério foi assassinado e, depois de sofrer violentíssimas perseguições, Caio Graco ordenou a um escravo que o matasse.
Em 60 a.C., um acordo entre as camadas sociais dominantes  resultou na formação do Primeiro Triunvirato. Formado por Crasso, Pompeu e Júlio César, o Primeiro Triunvirato foi a alternativa para solucionar a longa crise política de república romana; porém, Júlio César organizou um golpe que o tornou imperador de Roma e converteu a república em um regime autoritário.
Temendo pelo fim de seus privilégios e reagindo às reformas de César, o Senado conspirou contra o ditador, assassinando-o em 44 a.C. A morte provocou uma grande revolta popular, habilmente explorada pelo general Marco Antônio. Com Lépido e Otávio, Marco Antônio organizou o Segundo Triunvirato, em 43 a.C.
Após conflitos pela tomada do poder, Otávio impôs-se como cônsul único de Roma, que estava prestes a se tornar um império.

* Império (27 a.C. – 476 d.C.) Em 27 a.C, após receber do Senado o título de Augustus, que lhe atribuía poderes divinos e estabelecia o culto ao imperador, Otávio reorganizou as estruturas políticas de Roma e centralizou o poder.
Durante o Alto Império, Roma atingiu o seu apogeu, desfrutando das conquistas territoriais que atingiram seu ponto máximo.
Octávio Augusto dividiu o império em 54 províncias, estabeleceu a paz nas fronteiras (a chamada pax romana) e estendeu a cidadania para cinco milhões de pessoas das diversas regiões sob o controle romano. Para manter o controle social e ampliar o apoio político, distribuía trigo e promovia espetáculos públicos gratuitos, atitude que ficou conhecida como panen et circenses ( política do pão e circo).
O apogeu do Império Romano durou até meados do século III d.C. O crescimento do cristianismo (que criticava a divindade do imperado, o escravismo e as guerras), a crise do escravismo (em decorrência do fim das conquistas territoriais e das críticas dos cristãos), as revoltas nas províncias, a corrupção e as intrigas palacianas, a formação do colonato para substituir a falta de mão de obra escrava e as constantes invasões bárbaras minaram lentamente o poder do império entre os séculos IV e V d.C.
Alguns imperadores tentaram dar sobrevida ao império. Convertido ao cristianismo, Constantino (313 d.C. a 337 d.C.) promoveu uma reforma religiosa, com a instituição do Edito de Milão, que concedia liberdade de culto aos cristãos do império. Teodósio (380 d.C. a 395 d.C.) tornou o cristianismo a religião oficial do império e, numa tentativa de contornar a crise administrativa, dividiu o Império Romano em dois: Império Romano do Ocidente (com a capital em Roma) e Império Romano do Oriente ( com a capital em Constantinopla).
Contudo, a parte ocidental do império caiu definitivamente nas mãos dos germânicos (chamados de “bárbaros” pelos romanos) no ano 476. A parte oriental do império, convertida em Império Bizantino, sobreviveria por mais alguns séculos.

Cultura Romana: Arquitetura (Foi a principal manifestação artística dos romanos antigos. As construções eram marcadas por arcos e abóbadas e técnicas que ampliaram os espaços interiores. Destaque para o Coliseu). Direito (Durante a República foi criada a Lei das Doze Tábuas, marcando o início do desenvolvimento do Jus Civilis, ou direito civil). Latim ( Idioma do qual se originaram o português, o espanhol, o francês, o italiano e o romeno). Religião (Os deuses gregos e algumas divindades orientais foram adotados pelos romanos com nomes latinos. Durante o Baixo Império, o cristianismo atraía multidões, com suas críticas ao militarismo, ao escravismo e ao politeísmo oficial e com propostas de liberdade, amor e paz).
                                         Fonte: História: Ciências Humanas e suas Tecnologias. Caderno de Revisão. Editora Saraiva) 

Império Romano - resumo


ROMA:
O IMPÉRIO ROMANO DOMINA A ANTIGUIDADE

O Império Romano é o mais vasto da Antiguidade. Tem início com a lendária fundação de Roma, em 753 a.C., por Rômulo e Remo – gêmeos que, segundo a lenda, teriam sido abandonados bebês no rio Tibre, onde sobrevivem graças a uma loba que os amamenta. Historicamente, a formação e o povoamento de Roma se dão com o encontro de três  povos da península Itálica:  os etruscos, os gregos e os italiotas 
MONARQUIA. Nesse período, a sociedade é dividida em patrícios (nobreza territorial e militar) e plebeus (artesãos e comerciantes) e o governo é exercido por um rei vitalício e pelo Senado, que congrega patrícios. A centralização do poder pelos reis leva os patrícios a derrubar a monarquia, em 509 a.C., e a implantar a República.
REPÚBLICA. Aristocrática, tem o Senado como órgão supremo. Os senadores, vitalícios, supervisionam as finanças públicas, dirigem a política externa e administram as províncias. As funções executivas são distribuídas entre os membros da Magistratura, como os cônsules e os tribunos da plebe. Os tribunos surgem da luta dos plebeus por direitos políticos. Entre suas conquistas se destaca a Lei das Doze Tábuas, em meados do século V a.C., quando a legislação, então transmitida por via oral e manipulada pelos patrícios, passa a ser escrita e pública.
EXPANSIONISMO. A partir de 510 a.C., Roma dedica-se à conquista de toda a península Itálica. Em 264 a.C., o interesse pela Sicília põe os romanos em conflito com Cartago, dando início às Guerras Púnicas, das quais saem vencedores. Os séculos seguintes são de contínua expansão territorial. Os romanos conquistam a Macedônia e a Grécia, a Ásia Menos, o Egito, a Cirenaica (atual Líbia), a península Ibérica, a Gália (França), a Ilíria (Albânia), a Trácia, a Síria e a Palestina. As conquistas provocam mudanças. Roman deixa de ser agrária e torna-se mercantil, urbana e luxuosa. O Exército ganha poder e o escravismo se generaliza.
CRISE NA REPÚBLICA. A população de Roma cresce, e aumenta a tensão social. O governo adota a política do “pão e circo”, distribuindo trigo e promovendo espetáculos gratuitos, o que continua até o Império. A partir do século II a.C., as reformas defendidas pelos irmãos tribunos Tibério e Caio Graco, em benefício da plebe, e as lutas entre os patrícios e plebeus enfraquecem o Senado. O general Júlio César forma uma aliança política com o banqueiro Crasso e o general Pompeu – o I Triunvirato – e, em 46 a.C., põe fim à República e torna-se ditador. É assassinado dois anos depois. Forma-se, então, o II Triunvirato. As disputas internas dividem os domínios entre seus três integrantes em 40 a.C.: Marco Antonio fica com o Oriente; Emílio Lépido, com a África; e Otávio, com o Ocidente. Graças a manobras no Senado, Otávio conquista plenos poderes. Em 27 a.C., recebe o título de Augusto (filho divino), iniciando o império.
IMPÉRIO. Otávio Augusto fortalece seu poder com um exercito de 300 mil homens. Depois de sua morte, os outros governantes desta dinastia são Tibério (14-37), Calígula (37-41), Cláudio (41-54) e Nero (54068). Seguem-se a dinastia dos Flávio (69-96) e dos Antonino (96-192), na qual o Império vive o Século de Ouro (século I e II). Roma atinge sua maior extensão territorial com Trajano, entre 98 e 117. Além de pacificar o Império, Adriano (117-138) faz uma reestruturação política e militar e codifica o direito romano. No reinado de Marco Aurélio (161-180), há grande progresso cultural.
DECADÊNCIA. Na dinastia seguinte, dos Severo (193-235), a fragilidade da economia, a desigualdade social, a corrupção e a politização do Exercito começam a abalar o Império. Com o fim da expansão territorial, o número de escravos diminui, afetando a agricultura e o comércio. O governo emite moeda, desencadeando a inflação. A redução do Exército facilita a penetração dos bárbaros. A crise é acentuada com a popularização do cristianismo. Por negar a escravidão e o caráter divino do imperador e por criticar os hábitos  romanos, ele inicialmente é combatido, mas torna-se a religião oficial do Império em 380. Em 395, o imperador Teodósio divide o território em Império Romano do Ocidente e do Oriente.  O Ocidente subsiste por 80 anos, acabando em 476, quando Roma é tomada pelos bárbaros.  O do Oriente (Bizantino) estende-se até 1453, quando é dominado pelos turco-otomanos.
                Entre os legados da civilização romana estão o latim – origem das línguas latinas – e o direito romano, base do sistema jurídico ocidental. Mistura arcos etruscos e colunas gregas em obras que exaltam a nação, como o Coliseu e o Panteão de Roma.                          (Fonte: Almanaque Abril 2011. Editora Abril)

Civilização Romana: vídeos (1)



Civilização Romana: vídeos (1)


Parte 1:http://www.youtube.com/watch?v=2VF_pXPpgZM&feature=player_embedded




                  Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=JRW4R7G7kJc



Civilização Romana: vídeos (2)

Civilização Romana: vídeos (2)

 Roma: Monarquia e República. Novo Telecurso - Ensino Médio - Aula 9 (partes 1 e 2) 





Roma: República e Império. Novo Telecurso - Ensino Médio - Aula 10 (partes 1 e 2)




Roma Antiga - vídeo


Fonte: Toda Matéria - https://www.youtube.com/watch?v=3ol5lhMwzMA

==== Fim de férias - julho 2023: bom retorno ====



FINAL DE JULHO E INÍCIO DE AGOSTO/2023 

Fim de férias.  bom retorno!


   
Resultado de imagem para cartão de bom retorno de férias

Aproveitou bem as férias?

Leu um bom livro? Parabéns.
Assistiu a um bom filme? Parabéns.
Viajou para o lugar desejado? Parabéns.
Dormiu até tarde?  Parabéns.
Ficou à toa? Descansou? Parabéns.
Não fez nada disso? Parabéns assim mesmo.
                                                                
Bom retorno para todos e que tenhamos um ótimo semestre.

Abraços.
Professor Ferdinando.


sábado, 1 de julho de 2023

********************* Férias de julho/2023 *********************

** Julho/2023: férias **
Aproveite bem as férias.


                                                                               www.mensagenscomamor.com

Leia um bom livro.
Assista a um bom filme.
    Viaje para o lugar desejado.
    Durma até tarde.
    Fique à toa. Descanse.



Recarregue as baterias e boas férias para todos.

Professor Ferdinando


quinta-feira, 15 de junho de 2023

Grécia Antiga - resumo

Grécia Antiga - resumo

Há mais de quatro mil anos, uma região excessivamente acidentada da Península Balcânica passou a abrigar vários povos de descendência indo-europeia. Aqueus, eólios e jônios foram as primeiras populações a formarem cidades autônomas que viviam do desenvolvimento da economia agrícola e do comércio marítimo com as várias outras regiões do Mar Mediterrâneo.
Mal sabiam estes povos que eles seriam os responsáveis pelo desenvolvimento da civilização grega. Ao longo de sua trajetória, os gregos (também chamados de helenos) elaboraram práticas políticas, conceitos estéticos e outros preceitos que ainda se encontram vivos no interior das sociedades ocidentais contemporâneas. Para entendermos esse rico legado, estabelecemos uma divisão fundamental do passado desse importante povo.

No Período Pré-Homérico (XX – XII a.C.), temos o processo de ocupação da Grécia e a formação dos primeiros grandes centros urbanos da região. Nessa época, vale destacar a ascensão da civilização creto-micênica que se desenvolveu graças ao seu movimentado comércio marítimo. Ao fim dessa época, as invasões dóricas foram responsáveis pelo esfacelamento dessa civilização e o retorno às pequenas comunidades agrícolas subsistentes.

Logo em seguida, no Período Homérico (XI – VIII a.C.), as comunidades gentílicas transformam-se nos mais importantes núcleos sociais e econômicos de toda a Grécia. Em cada genos, uma família desenvolvia atividades agrícolas de maneira coletiva e dividiam igualmente as riquezas oriundas de sua força de trabalho. Com o passar do tempo, as limitações das técnicas agrícolas e o incremento populacional ocasionou a dissolução dos genos.

Entre os séculos VIII e VI a.C., na Fase Arcaica da Grécia Antiga, os genos perderam espaço para uma pequena elite de proprietários de terra. Tendo poder sobre os terrenos mais férteis, as elites de cada região se organizaram em conglomerados demográficos e políticos cada vez maiores. É aqui que temos o nascimento das primeiras cidades-Estado da Grécia Antiga. Paralelamente, os gregos excluídos nesse processo de apropriação das terras passaram a ocupar outras regiões do Mediterrâneo.

No período Clássico, que vai do século V até o IV a.C., a autonomia política das várias cidades-Estado era visivelmente confrontada com o aparecimento de grandes conflitos. Inicialmente, os persas tentaram invadir o território grego ao dispor de um enorme exército. Contudo, a união militar das cidades-Estado possibilitou a vitória dos gregos. Logo depois, as próprias cidades da Grécia Antiga decidiram lutar entre si para saber quem imperaria na Península Balcânica.

O desgaste causado por tantas guerras acabou fazendo de toda a Grécia um alvo fácil para qualquer nação militarmente preparada. A partir do século IV a.C., os macedônios empreenderam as investidas militares que determinaram o fim da autonomia política dos gregos. Esses eventos marcaram o Período Helenístico, que termina no século II a.C., quando os romanos conquistam o território grego.


                                                                          Rainer Sousa    -  http://brasilescola.uol.com.br/historiag/grecia-antiga.htm 



quarta-feira, 14 de junho de 2023

========= Vídeo - Grécia Antiga ==========

                                              Vídeo - Grécia Antiga 


                                                                                                                                 Fonte:  https://www.youtube.com/watch?v=DED0adLtej0

terça-feira, 13 de junho de 2023

Grécia

Grécia antiga: Texto


Texto retirado de http://educacao.uol.com.br/historia/grecia-antiga-a-influencia-da-cultura-helenistica-na-civilizacao-ocidental.jhtm  sobre a Grécia Antiga. Texto  interessante e de fácil entendimento

 

A influência da cultura helenística na civilização ocidental

Fernanda Machado*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação


Fred Eckschmiedt/Página 3
O Parthenon, na acrópole de Atenas


A importância de se conhecer a Grécia da Antigüidade (que se desenvolveu entre 2000 a.C. e 500 a.C.) é que a herança de sua cultura atravessou os séculos, chegando até os nossos dias. Foram influências no campo da filosofia, das artes plásticas, da arquitetura, do teatro, enfim, de muitas idéias e conceitos que deram origem às atuais ciências humanas, exatas e biológicas.

No entanto, não podemos confundir a Antigüidade grega com o país Grécia que existe hoje. Os gregos atuais não são descendentes diretos desses povos que começaram a se organizar a mais de quatro mil anos atrás. Muita coisa se passou entre um período e outro e aqueles gregos antigos perderam-se na mistura com outros povos. Depois, a Grécia antiga não formava uma nação única, mas era composta de várias cidades, que tinham suas próprias organizações sociais, políticas e econômicas.

Apesar dessas diferenças, os gregos tinham uma só língua, que, mesmo com seus dialetos, podia ser entendida pelos povos das várias regiões que formavam a Grécia. Esses povos tinham também a mesma crença religiosa e compartilhavam diversos valores culturais. Assim, os festivais de teatro e os campeonatos esportivos, por exemplo, conseguiam reunir pessoas de diferentes lugares da Hélade, como se chama o conjunto dos diversos povos gregos.

Cidades-Estados

Essa Grécia de 4.000 anos atrás era formada por ilhas, uma península e parte do continente europeu. Compunha-se de várias cidades, com seus Estados próprios, que eram chamadas de cidades-Estados. Essas cidades localizavam-se ao sul da Europa, nas ilhas entre os mares Egeu e Jônio. Algumas das cidades gregas de maior destaque na Antigüidade foram Atenas, Esparta, Corinto e Tebas.

Essas cidades comercializavam e ao mesmo tempo guerreavam entre si. As guerras eram motivadas pelo controle da região e para se conseguir escravos, os prisioneiros de guerra, que moviam grande parte da economia daquelas sociedades.

Afora os escravos e os pequenos proprietários, havia os cidadãos propriamente ditos, naturais da cidade e proprietários de terras, que tinham direitos políticos e podiam se dedicar a atividades artísticas, intelectuais, guerreiras e esportivas. Isso indica que as pessoas com mais prestígio e propriedade cuidavam exclusivamente do aprimoramento do corpo e da mente. Os mais pobres e os escravos eram quem movimentava a economia, fazendo o trabalho braçal, considerado, então, como algo desprezível.

Influência de Creta, Egito e Fenícia

Esses diversos povos gregos organizaram-se e ganharam força por volta do ano 2.000 a.C. A cultura grega tornou-se tão importante porque foi a síntese, o resumo, de diversas outras culturas da Antigüidade, dos povos que viveram na África e no Oriente Médio. Assim, os gregos conheceram os cretenses, que eram excelentes navegadores. Tiveram contato com os egípcios, famosos nos nossos dias pelo complexo domínio de conhecimentos técnicos que possuíam e por sua organização social.

Por fim, a influência dos fenícios também foi muito importante na cultura grega. Os fenícios foram o povo, naquela parte do planeta, que havia inventado o alfabeto cerca de 1.000 anos a.C. Esse alfabeto foi aperfeiçoado pelos gregos, que por sua vez deu origem ao alfabeto latino, inventado pelos romanos. Como se sabe, a língua portuguesa, que nós falamos, tem origem latina.

Todo esse processo demonstra como ocorreram freqüentes intercâmbios entre os povos ao longo da história da humanidade, embora muitos conhecimentos e invenções tenham se perdido ou deixado de fazer sentido quando essas civilizações desapareceram.

Sociedade espartana

As cidades-Estados sobre as quais sobreviveram mais informações são Atenas e Esparta. Essas sociedades eram, aliás, bem diferentes e freqüentemente lutaram uma contra a outra. A sociedade espartana era considerada rígida (nos dias de hoje, quando queremos dizer que alguma coisa ou pessoa é muito cheia de regras, fechada, dizemos que é "espartana"). Em Esparta, os homens viviam para a vida militar.

Eles só podiam casar depois de terem sido educados pelo Estado, em acampamentos coletivos, onde viviam dos 12 até os 30 anos. Para o governo, existiam os conselhos de velhos, que controlavam a sociedade e definiam as leis. As mulheres espartanas cuidavam da casa e tinham também uma vida pública: administravam o comércio na ausência dos homens.

Atenas e a democracia

Já Atenas, que foi considerada o exemplo mais refinado da cultura grega, teve seu apogeu cultural e político no século 5 a.C. Na sociedade ateniense, diferentemente de Esparta, as decisões políticas não estava nas mãos de um conselho, mas sim no governo da maioria, a democracia. Dentro desse sistema, todos os cidadãos podiam representar a si mesmos (não precisavam eleger ninguém) e decidir os destinos da cidade. Ao mesmo tempo em que Atenas abria o espaço para os cidadãos, reservava menor espaço para as mulheres do que na sociedade espartana. Em Atenas, as mulheres, assim como os escravos, não eram consideradas cidadãs.

Os jogos olímpicos

De tempos em tempos, as civilizações que surgiram após os gregos - inclusive a nossa - voltam seus olhos para essa cultura tão antiga, chegando mesmo a retomar alguns de seus costumes. Assim aconteceu, por exemplo, com os Jogos Olímpicos. Essa atividade ganhou importância no mundo ocidental na primeira metade do século 20, como uma forma de celebrar pacificamente a rivalidade entre os países que se confrontaram em duas Guerras Mundiais. Na verdade, as Olimpíadas foram reinventadas no final do século 19, ou seja, mais de 2.000 anos depois de terem sido extintas.

Na Grécia Antiga, os jogos olímpicos eram um ritual de homenagem a Zeus (o deus máximo de uma religião com muitos deuses). Esses jogos realizavam-se na cidade de Olímpia e envolviam todas as cidades-Estados da Hélade em várias competições de atletismo. Dentre as modalidades de esporte que se praticavam havia a corrida, a luta livre, o arremesso de discos, salto e lançamento de dardos. Os vencedores voltavam às suas cidades com uma coroa de folhas de oliveira e um imenso prestígio.

Os macedônios e a cultura helenística

No entanto, após o esplendor de Atenas no século 5 a.C., as cidades-Estados gregas foram perdendo seu poder e acabaram conquistadas e unificadas pelos macedônios, no século 4 a. C. Sob o domínio de Alexandre, o Grande, a cultura grega se expandiu territorialmente, indo do Egito à Índia, num processo em que simultaneamente influenciava e sofria influências. Essa cultura que correu mundo, tendo como raiz a tradição grega, foi chamada de cultura helenística.

Por fim, no século 1 a.C., foi a vez dos romanos chegarem à Grécia antiga, conquistando-a. Ainda que Roma tenha incorporado a maior parte dos valores gregos, inaugurando a cultura greco-romana, os povos gregos da Antigüidade não conseguiram mais obter sua autonomia política e assim foram, ao longo dos séculos, desaparecendo.

sábado, 27 de maio de 2023

Egito Antigo - ficha resumo II

Egito Antigo - ficha resumo II 

História Antiga: O Egito.


O Egito está localizado na África. Formou-se a partir das primeiras ocupações, por volta de 6000 a.C. nas margens do Rio Nilo. Localizado numa região de deserto, o Egito pôde desenvolver-se graças ao regime de enchentes anuais no Rio Nilo. Durante meses o rio transbordava e quando voltava ao seu leito normal, deixava as terras fertilizadas pelo húmus, próprias para o plantio. Também usavam o rio para canais de irrigação, transporte e fornecimento de água. Por isso, o dizemos que o “Egito é uma dádiva do Rio Nilo”. Por volta de 3.000 a.C ocorreu a unificação de reinos e formou-se um único Egito governado por um só faraó.
No Egito existia uma Teocracia, isto é; era governado por um faraó que era considerado ao mesmo tempo rei e descendente dos deuses. Tinha um poder absoluto, até sobre a vida e a morte das pessoas e era auxiliado no seu governo pelos Sacerdotes e pelos escribas, que escreviam sobre a vida dos faraós, copiavam e liam os textos sagrados e controlavam a cobrança de impostos. Assim, eram ricos e poderosos.
A população era pobre e formada em sua maioria pelos camponeses, que eram chamados de felás e cultivavam, principalmente, trigo, cevada e linho. Entre a população pobre, havia também os artesãos que trabalhavam como carpinteiros, tecelões, pedreiros, pintores e ourives. Existiam ainda os escravos, que em sua maioria, eram prisioneiros de guerra e faziam os mais diversos serviços. Haviam também os militares, responsáveis pela defesa do Egito e pelas guerras
Os egípcios eram politeístas, acreditando em vários deuses representados em formas humanas e animais (antropozoomorfismo). Acreditavam que, para a alma sobreviver, o corpo não podia desaparecer e então mumificam os corpos para conservá-los. Mas, como era uma técnica muito cara, a população pobre não conseguia fazer a mumificação de seus familiares mortos.  Construíram também, pirâmides para que servissem de túmulos para os corpos mumificados dos faraós falecidos. As mais conhecidas são as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos.
No ano 525 a.C., o Egito foi conquistado pelo exército da Pérsia, depois pela Macedônia e que ainda depois seria derrotado pelo Império Romano.

sexta-feira, 26 de maio de 2023

Egito antigo - ficha resumo

Egito: civilização e cultura brotam do Nilo.
               
O vale do rio Nilo é a base da civilização egípcia na Antiguidade graças à fertilidade das terras, inundadas todo ano, que recebem a deposição do húmus quando as águas baixam. Para efeito de estudo, a civilização egípcia é dividida em Antigo, Médio e Novo Impérios.
                Na origem, a agricultura e o intercâmbio de produto estimularam a sedentarização e a miscigenação  das tribos na região, que formam um único povo. Durante o Neolítico, surgem as cidades-Estados como Tebas, Mênfis e  Tânis, que se relacionam ativamente. Dois reinos, o Alto e o Baixo Egito, formam-se com a organização de clãs conhecidos como nomos, divisões administrativas da monarquia, governados por nomarcas.  Em 3200 a.C. ocorre a unificação sob uma monarquia centralizada na figura do faraó, soberano hereditário e absoluto, considerado uma encarnação divina.  Por volta de 2700 a.C., constroem-se  as célebres pirâmides de Gizé. Em 2200 a.C., há uma crise de autoridade, e os nomarcas assumem o poder.
                Os faraós retornam por vota de 2000 a.C. Nesse período, há incursões contra os beduínos e a conquista de minas de cobre e pedras preciosas. Mas disputas internas e a invasão dos hicsos, povo do Cáucaso, em 1750 a.C., interrompem a expansão. Os estrangeiros são expulsos em 1580 a.C., e os egípcios se lançam na conquista de territórios que incluem Mesopotâmia, Síria, Palestina, Chipre e Ilhas do mar Egeu. Mas sofrem assédio de gregos, filisteus, etíopes e assírios. Em 525 a.C., são dominados pelos persas e perdem a independência. Em 332 a.C., são os macedônios. Em 30 a.C., tem inicio o domínio romano, marcando a decadência final da civilização egípcia.
                Os egípcios atingem grande avanço científico e tecnológico. Elaboram o primeiro calendário lunar, lançam os fundamentos da geometria e do cálculo complexo, criam a escrita hieroglífica, desenvolvem técnicas de irrigação e de construção naval e erguem monumentais palácios e templos. Politeístas, cultuam deuses com formas humanas e de animais, O maior destaque de sua engenharia são as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, conhecidas pelo nome dos faraós para os quais serviram de túmulo. Elas são a s únicas das sete maravilhas do mundo antigo que ainda existem.                 Fonte: Almanaque Abril 2011 – Editora  Abril   
                                                                                        
http://profhugoleonardo.blogspot.com/2011/02/egito-antigo.html

quarta-feira, 24 de maio de 2023

=== Persas - História Antiga - vídeo ===

                             Persas - vídeo recomendado

                                          Fonte:  vhttps://www.youtube.com/watch?v=hb0ur5QvJ7Y



+++ Os Hebreus - vídeo - História Antiga +++

                     Os Hebreus - vídeo recomendado

                                       Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=-nuAFg4XZCM









Mesopotâmia - vídeo II - 6º ano

                        6º ano - Mesopotâmia - vídeo II


                                                                                                 
                                                                                         Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=EckAThHkaVA

segunda-feira, 22 de maio de 2023

=== Os Persas - ficha ===

                                                                         Os Persas - resumo 

 

No segundo milênio antes de Cristo, o Planalto Iraniano foi ocupado pelos povos medos e persas. No ano de 550 a.C., os persas submeteram os medos, dominaram todo o atual Irã e deram início à formação de um vasto império que ocupava boa parte da Ásia, o norte da África e o litoral mediterrâneo.

Os persas destacaram-se na habilidade administrativa: o rei enviava para as províncias (satrápias) seus fiscais, conhecidos como “os olhos e os ouvidos do rei”, que tinham as funções de controla a arrecadação dos tributos e ficar atentos a possíveis insatisfações, solucionando os problemas antes que se transformassem em rebeliões.

A organização social persa obedecia ao padrão clássico da Antiguidade: as terras e o comércio estavam concentrados nas mãos do rei e da família real, dos nobres e de oficiais do exército. O restante da sociedade vivia na pobreza, trabalhando no regime de servidão ou de escravidão, ou alistando-se no exército pra combater nas frentes de batalhas. Praticavam uma religião denominada “masdeísmo”, segundo a qual o deus superior, denominado Ahura-Mazda (personalização do Bem) está em luta constante com Arimã (personalização do Mal). O grande profeta do masdeísmo foi Zaratustra, que viveu entre os séculos VIII e Vi a. C.

Apesar de todos os cuidados administrativos, o Império Persa, no século IV a.C., começou a enfraquecer e não resistiu ao grande poder bélico dos macedônios, liderados por Alexandre, o Grande. Por volta de 330 a. C., a Pérsia foi incorporada ao Império da Macedônia.

*** Hebreus - Persas - Fenícios - História Antiga - vídeo ***

Vídeo recomendado - Hebreus - Persas - Fenícios - História Antiga
  
                                                                        Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=r6UfqKFxFY8





***** Palestina - ficha - resumo *****

www.ohistoriador.com.br
PALESTINA - Ficha (resumo)


Os hebreus (antepassados dos judeus) fundaram o judaísmo, a primeira grande religião monoteísta (crença em um só Deus) e tiveram a crença religiosa como o grande fator de união, durante uma trajetória histórica marcada por migrações e perseguições. 
                Eles teriam saído do deserto da Arábia, deslocaram-se para a Mesopotâmia e alcançaram Canaã, território que depois foi chamado Palestina, região às margens do rio Jordão e onde hoje se situa o Estado de Israel. Posteriormente, migraram para o Egito, onde foram aprisionados e escravizados durante mais de três séculos.
                Entre 1300 a.C. e 1250 a.C., Moisés teria liderado a volta dos hebreus do Egito à Palestina (Terra Prometida) durante o chamado êxodo hebraico.
                Estabelecidos na Palestina, adotaram a monarquia como forma de governo. Posteriormente, o reino hebreu foi dividido em dois: Israel e Judá.
 Assírios, babilônios e persas passaram a disputar os territórios da Palestina. Os neobabilônios escravizaram os hebreus e os conduziram para sua capital, no episódio conhecido como cativeiro da Babilônia.
Ainda na Antiguidade, os romanos dominaram a região e passaram a perseguir os hebreus violentamente, expulsando-os em 70 d.C. , o que resultou na diáspora hebraica - dispersão dos judeus pelo mundo.
               Fonte: História. Ciências Humanas e suas Tecnologias. Ensino Médio. Caderno de Revisão. Editora Saraiva


.