Frase andante

"Feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina." (Cora Coralina)------------------- "Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos." (Pitágoras)

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Feudalismo - artigo.

Artigo retirado do site  http://educacao.uol.com.br/historia/feudalismo-servidao-impostos-taxas-suserania-e-vassalagem.   Artigo muito bom e de fácil compreensão.


Servidão, impostos, taxas, suserania e vassalagem

Fernanda Machado*
Reprodução/Gov.México
Camponeses trabalham na terra do senhor feudal

Estudar o feudalismo é conhecer a fundo o modo como viviam as pessoas no período medieval. O feudalismo pode ser definido como um modo de produção, ou seja, a forma pela qual as pessoas faziam produtos necessários à sua sobrevivência. Também é entendido como um sistema de organização social, estabelecendo como as pessoas se relacionavam entre si e o lugar que cada uma delas deveria ocupar na comunidade.



O feudalismo consolidou-se a partir do século 8 e teve seu período de maior desenvolvimento até o século 10. Depois disso, esse modelo de sociedade ainda sobreviveu em alguns reinos europeus até o século 15, no final da Idade Média. Mas, para entendermos como ele surgiu, é necessário voltarmos ao próprio início da época medieval.

O fim do Império Romano

O marco do início da Idade Média foi a desagregação do Império romano do Ocidente, sediado em Roma, no século 5. Esse Império estava passando por sucessivas crises econômicas, devido à falta de escravos, e seu prestígio político declinava, devido a seu enfraquecimento militar e às invasões de povos bárbaros aos seus domínios.

Isolamento e proteção dos feudos


Assim, povos como os germanos (do Norte da Europa), os hunos (da Ásia), os vândalos (da África), além de húngaros e vikings (da Europa oriental) estavam atacando diversos pontos dos domínios romanos. Em 476, Odoacro, rei de um desses povos invasores, derrubou o imperador de Roma. A partir de então, os diversos povos, antes conquistados por Roma, passaram a se organizar em reinos, condados e povoados isolados, para se protegerem dos ataques dos estrangeiros. Esse isolamento também se estendia à área econômica, levando-os a manter basicamente uma produção para consumo próprio.



A população mais pobre, que vivia de trabalhos no campo, passou a submeter-se aos interesses dos poderosos de uma região, em troca de proteção contra esses ataques externos. Poder, no caso, significava a posse de armas e o comando de soldados. O estabelecimento dessa proteção dos mais poderosos aos pobres, em troca da lealdade, foi adotada pelos povos germanos, que foram dominando grande parte do extinto Império romano do ocidente.



Com o passar dos séculos, os camponeses foram se tornando cada vez mais dependentes desses senhores. Assim, os trabalhadores do campo, além de entregarem os produtos que cultivavam aos seus protetores, passaram a dar-lhes suas terras e oferecerem seus serviços para outras atividades. Com isso, grande parte dos camponeses tornaram-se servos.

Servidão: uma escravidão mais branda


A servidão era uma espécie de escravidão mais branda, pois, ainda que os servos não fossem vendidos, estavam obrigados por toda a vida a entregarem produtos e prestarem serviços a seus senhores. Além disso, não eram proprietários das terras em que trabalhavam, pois estas lhes eram "emprestadas" pelos senhores. A servidão era transmitida dos pais para os filhos, assim como os títulos de nobreza também eram hereditários.



Por sua vez, os nobres poderosos eram os chamados senhores feudais. Tinham esse nome em função do tipo de propriedade que possuíam, os feudos. Estes eram extensas propriedades de terras, mantidas isoladas para garantir a proteção das pessoas que ali viviam dos ataques de inimigos externos. Essas unidades eram supridas com uma produção de alimentos quase auto-suficiente, ou seja, produzida pelos próprios moradores, na medida de suas necessidades de consumo.



No plano dessas relações servis, havia diversos tipos de impostos que os servos tinham que pagar aos seus senhores, incluindo também os serviços que prestavam a eles. Desse modo, no manso senhorial - que eram as terras do feudo de uso do senhor e representavam um terço da área total - os servos tinham que trabalhar vários dias por semana, numa prática chamada de corvéia.

Impostos e taxas do feudo


No manso servil - que eram as terras pertencentes ao feudo, de uso dos camponeses, mas não de sua propriedade - parte do que era produzido ia para o senhor feudal. Essa taxa ficou conhecida como talha. Como os senhores feudais não deixavam escapar nenhuma oportunidade de cobrança de taxas ou impostos, os servos também pagavam a banalidade, um imposto pelo uso dos fornos e moinhos que o senhor controlava.



Havia também um pagamento relativo ao número de servos que moravam nos feudos, e era cobrado individualmente, "por cabeça" (ou em latim per capita): era a capitação. Por fim, o imposto da mão morta é uma demonstração cabal de até onde podia chegar a exploração dos senhores feudais sobre os servos, pois, além de herdar a servidão dos pais, quando estes morriam, os filhos ainda deveriam pagar mais essa taxa, para continuarem servindo ao mesmo senhor.



Mas não eram somente servos e senhores feudais que viviam em função dos feudos. Havia também homens livres e vilões (moradores de vilas, ou pequenas povoações). Estes eram pessoas pobres, que, para terem direito de plantar e colher em suas terras, trabalhavam também no manso senhorial, pagando ao senhor a corvéia.

Suserania e vassalagem


Os vilões e homens livres contribuíam com um outro imposto, o censo, baseado no número de indivíduos que compunham essa população livre. A novidade do censo é que ele era o único pago em dinheiro, já que todos os outros tributos consistiam em serviços ou produtos agrários. Isso evidencia o quanto era pequena a circulação de moedas na Europa, durante esse período.



Por fim, além do aspecto econômico dessas relações sociais, havia também práticas políticas e simbólicas dentro da sociedade medieval. Assim, os acordos entre os mais e os menos poderosos chamavam-se suserania evassalagem.  Essas relações de proteção e lealdade  ocorriam dentro da nobreza, quando um nobre mais pobre se tornava vassalo de um senhor mais rico e de maior prestígio, que se tornava seu suserano.



Havia vários ritos entre os nobres para celebrar esse pacto de fidelidade. No momento da assinatura do termo de doação de terras ou concessão de favores do suserano (senhor mais rico) ao vassalo (senhor mais pobre) um beijo entre os dois poderia selar o acordo, além de o vassalo ajoelhar-se perante o suserano. Podia-se receber também a investidura, que era um ramo de folhas ou outro objeto entregue pelo suserano ao vassalo. As investiduras funcionavam como símbolo das terras que a eles estavam sendo concedidas.
       http://educacao.uol.com.br/historia/feudalismo-servidao-impostos-taxas-suserania-e-vassalagem.jhtm

Idade Média e Feudalismo: vídeos.

Idade Média o o Feudalismo. Série Vestibulando Digital - História Geral (aulas 3 e 4)

 Vídeo 1: Feudalismo e crise da Idade Média.


Vídeo 2: Idade Média.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Idade Média: castelos, reis, senhores e camponeses.

Idade Média: castelos, reis, senhores e camponeses. 7º ano EF

1. Castelos: grandes fortalezas.
        Diante das invasões e guerras, do início da Idade Média, os castelos surgiram com objetivos defensivos. No início eram construídos de madeira, retirada das extensas florestas vizinhas, graças à habilidade dos camponeses em marcenaria.
        Com o tempo, os castelos se tornaram poderosos, construídos de pedra e alvenaria, com muralhas de 5 a 10 metros de altura e torres erguidas a cada 30 metros, garantindo o pleno controle visual de toda a redondeza. Castelos circundados por um fosso e que possuem acessos com ponte levadiça, que funciona com um sistema de pesos.
 Além de centro de defesa e abrigo para toda a população, quando surge uma ameaça, o castelo é a permanente residência do senhor, sua família, seus cavaleiros e sua criadagem.

2. Rei não passa de fantoche.
        Na Idade Média ocorreu uma progressiva redução dos poderes dos monarcas. Incapazes de oferecer a todos os súditos proteção contra os invasores bárbaros, os reis resignam-se à sua condição de fantoches nas mãos da nobreza.        É nesta condição social que se concentra o poder político. Os senhores feudais, garantindo a segurança da população que residia em suas terras, tem autonomia absoluta para governar, apoiados por seus vassalos.
        Assim, os senhores feudais impõem pagamento de tributos, organizam expedições militares para combater inimigos e administram a justiça em seus domínios sem qualquer interferência do poder real. Sobra então para o monarca o papel de mero figurante, pois não possui qualquer autoridade efetiva, já que não tem exércitos, recursos, nem mesmo prestigio.

3. A vida miserável do camponês.
Os servos constituíam-se na camada baixa da sociedade feudal e na principal força de trabalho.  Os servos formavam a maioria da população camponesa.
O camponês vivia numa choça do tipo mais miserável. Trabalhando longa e arduamente em faixas de terras espalhadas na sociedade feudal, conseguia arrancar do solo apenas o suficiente para uma vida miserável. Pagava uma série de tributos ao seu senhor e ainda trabalhava alguns dias da semana nas terras do senhor, sem receber pagamento.

                A prioridade era sempre a terra de seu senhor. A propriedade do senhor tinha que ser arada primeiro, semeada primeiro e ceifada primeiro. Se uma tempestade ameaça fazer perder a colheita, era a plantação do senhor a primeira que deveria ser salva. Assim, a vida do camponês ser tornava uma vida de trabalho e de condições miseráveis.

Idade Média.


Idade Média: castelos, reis, senhores e camponeses.

1. Castelos: grandes fortalezas.
Diante das invasões e guerras, do início da Idade Média, os castelos surgiram com objetivos defensivos. No início eram construídos de madeira, retirada das extensas florestas vizinhas, graças à habilidade dos camponeses em marcenaria.
Com o tempo, os castelos se tornaram poderosos, construídos de pedra e alvenaria, com muralhas de 5 a 10 metros de altura e torres erguidas a cada 30 metros, garantindo o pleno controle visual de toda a redondeza.  Castelos circundados por um fosso e que possuem acessos com ponte levadiça, que funciona com um sistema de pesos.
Além de centro de defesa e abrigo para toda a população, quando surge uma ameaça, o castelo é a permanente residência do senhor, sua família, seus cavaleiros e sua criadagem.

2. Rei não passa de fantoche.
Na Idade Média ocorreu uma progressiva redução dos poderes dos monarcas. Incapazes de oferecer a todos os súditos proteção contra os invasores bárbaros, os reis resignam-se à sua condição de fantoches nas mãos da nobreza.
É nesta categoria social que se concentra o poder político. Os senhores feudais, garantindo a segurança da população que residia em suas terras, têm autonomia absoluta para governar, apoiados por seus vassalos.
Assim, os senhores feudais impõem pagamento de tributos, organizam expedições militares para combater inimigos e administram a justiça em seus domínios sem qualquer interferência do poder real.
Sobra então para o monarca o papel de mero figurante, pois não possui qualquer autoridade efetiva, já que não tem  exércitos, recursos, nem mesmo prestígio.

3. A vida miserável do camponês.
            Os servos constituíam-se na camada baixa da sociedade feudal e na principal força de trabalho. Os servos formavam a maioria da população camponesa.
O camponês vivia numa choça do tipo mais miserável. Trabalhando longa e arduamente em faixas de terras espalhadas na sociedade feudal, conseguia arrancar do solo apenas o suficiente para uma vida miserável. Pagava uma série de tributos ao seu senhor e ainda trabalhava alguns dias da semana nas terras do senhor, sem receber pagamento.
 A prioridade era sempre a terra do seu senhor. A propriedade do senhor tinha que ser arada primeiro, semeada primeiro e ceifada primeiro.  Se uma tempestade ameaçava fazer perder a colheita, era a plantação do senhor a primeira que deveria ser salva. Assim, a vida do camponês se tornava uma vida de trabalho e de condições miseráveis.

Idade Média e Feudalismo: alguns conceitos.

IDADE MEDIEVAL (476 – 1453)

Alta Idade Média: A Europa se torna cristã. As pessoas moram no campo. As cidades e o comércio perdem a importância. Surge o Feudalismo. A Alta Idade Média durou do século V ao século X.

Baixa Idade Média: O Feudalismo entra em crise. Há uma transição do fim da Idade Média para a Idade Moderna. Surgem as primeiras estruturas para o capitalismo. A Baixa Idade Média durou do século X até o século XV.

Feudo: Era o tipo predominante de organização econômico-social durante a Idade Média, também chamada de senhorio ou domínio.

Benefício: No direito feudal, concessão de terras, por parte de um suserano, como recompensa ou troca de algumas obrigações do vassalo.

Vassalo: Nobre que recebia o feudo e se obrigava a prestar auxilio militar a seu suserano

Outorga: Concessão, permissão.

Corvéia: Os servos deviam cultivar as terras da reserva senhorial de duas a três vezes por semana, sem ganhar nada por isso. Assim, sempre havia servos trabalhando gratuitamente nas terras do senhor.

Talha: Os servos entregavam ao senhor uma parte do que produziam nas terras em que moravam e produziam. Em geral, este imposto variava entre 30% e 40%.

Banalidades: Para utilizar as instalações da reserva do senhor, como forno, moinhos e equipamentos, os servos entregavam ao senhor uma parte da produção.

Mão-morta: Imposto pago pelo servo para continuar a morar na terra após a morte de um familiar.

Concessões de terras: Terras cedidas pelo senhor a título de posse (benefícios) inicialmente por serviços prestados e depois como forma de aumentar o número de vassalos. Essa concessão criava uma série de obrigações do vassalo com o seu senhor.

Manso feudal: Terra feudal. Havia dois tipos de mansos feudais: manso senhorial e manso servil. O detentor de um manso servil estava obrigado a prestar serviços e a uma série de obrigações com o se seu senhor. O manso senhorial correspondia a aproximadamente metade das terras feudais e pertencia ao senhor feudal.

Terra comunal: Bosques, pastagens, lagos e matas. Destas terras comunais, os servos retiravam  parte do seu sustento. Nestas terras comunais, os senhores praticavam a caça.

Servos: Camponês que estava preso à terra para o resto da vida. Em troca de proteção e do direito de usufruir a terra, ele devida cultivar as terras recebidas e a cumprir uma série de obrigações com o seu senhor.

Vilões: Eram camponeses livres que viviam nas vilas. Com o passar do tempo, muitos vilões acabaram  cedendo suas propriedades aos senhores feudais em troca de proteção.

Escravos: A escravidão era pequena e restrita. Os poucos escravos que havia trabalhavam principalmente nos afazeres domésticos dos castelos senhoriais.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Vida no engenho de açúcar do Brasil colonial


             A vida  no engenho de açúcar na colônia brasileira.

Fonte: Nelson Piletti e Cláudio Piletti. História e Vida Integrada. 6ª série. Editoar Ática. São Paulo.

Trabalho escravo.
  Os escravos são mãos e os pés do senhor do engenho, porque sem eles no Brasil não é possível fazer, conservar e aumentar fazenda, nem ter engenho corrente. Por isso, é necessário comprar cada ano alguns escravos e reparti-los pelas roças, serrarias e barcas.
Uns chegam ao Brasil muito rudes e muito fechados e assim continuam por toda a vida. Outros, em poucos anos ficam ladinos e espertos. Aprendem a doutrina cristã, constroem barcos, levam recados e fazem qualquer trabalho. As mulheres usam de foice e de enxada, como os homens. Os que desde novatos se meteram em alguma fazenda, não é bom que os tirem dela contra sua vontade, porque facilmente se entristecem e morrem. Os que nasceram no Brasil, ou se criaram desde pequenos em casa dos brancos, afeiçoando-se a seus senhores, levam bom cativeiro.           
(André João Antonil, Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas.)

O poder do senhor de engenho.
 Se o escravo era as mãos e os pés do senhor de engenho, este, por sua vez, era uma espécie de juiz supremo não só da vida dos escravos, mas de todas as demais pessoas que viviam nos seus domínios: tanto do padre que rezava a missa aos domingos quanto da própria mulher, filhos e outros parentes.
A casa-grande, residência do senhor de engenho do Nordeste, era, de fato, muito grande. Nos seus muitos cômodos podiam viver setenta, oitenta ou mais pessoas. Reinava sobre todos a autoridade absoluta do senhor de engenho, que decidia até sobre a morte de qualquer pessoa, sem ter que prestar contas à justiça ou à polícia. Fazia ele a sua própria justiça (...).
Além da mulher e dos filhos do senhor de engenho, na casa-grande viviam os filhos que se casavam, outros parentes, escravos de confiança que cuidavam dos serviços domésticos, filhos do senhor de engenho com escravas e, ainda, agregados, que eram homens livres, que nada possuíam e prestavam algum serviço em troca de proteção e do sustento.
A grande dominação do senhor de engenho sobre tudo se explica pelo isolamento em que viviam e pela total ausência de autoridade da polícia e da justiça. As cidades eram poucas, muito pequenas e sua influência não se estendia aos engenhos.  As poucas autoridades que viviam nessas cidades ficam distantes dos engenhos, uns também muito distantes dos outros. Assim, a dominação do senhor de engenho acabava se impondo. (...)                              
(Adaptado de Rodolpho Telarolli. O poder da família do senhor de engenho.)

Casamento: um acerto entre famílias.
Ao contrário do que acontece hoje, os casamentos não eram feitos por escolha individual; não eram os noivos que decidiam o casamento, depois de um período de namoro. A escolha era feita pelos pais e não levava em conta a afetividade, a atração de um pelo outro. Eram outros interesses que prevaleciam, principalmente os de parentesco, afim de que as fortunas, por meio das heranças, ficassem entre poucas famílias. Por isso eram comuns os casamentos entre primos e entre tios e sobrinhas.
Depois do casamento o casal passava a mor na casa do pai da moça ou do pai do moço. O filho mais velho tinha autoridade sobre os mais novos, que o tratavam com respeito e podiam ser por ele castigados. Era uma espécie de preparação para substituir o pai, quando este morresse.
(Adaptado de Rodolpho Telarolli. O poder da família do senhor de engenho.) 

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Economia açucareira no Brasil - vídeos - II.

Brasil:  a colônia e o açúcar.

Economia açucareira - vídeo 1
Novo Telecurso E. Fundamental História. Aula 5
http://www.youtube.com/watch?v=HT5Z9qRjUqM

Economia açucareira - vídeo 2
Novo Telecurso E. Fundamental História. Aula 5
http://www.youtube.com/watch?v=zsI97W_McrA

domingo, 23 de agosto de 2020

Economia açucareira - início.


Brasil: início da colonização e cana-de-açúcar.

A. Bases da colonização.
A economia colonial do Brasil foi organizada por Portugal como “plantation” e tinha as seguintes características: monocultura (predomínio de uma só cultura), latifúndio (grandes extensões de terras), escravidão ( mão - de - obra escrava) e exportação ( produção destinada à exportação).
A posse da terra era controlada e distribuída pelo governo português que no Brasil era representado pelos governadores-gerais e sua equipe. As cidades eram administradas pelas câmaras municipais composta dos “homens-bons” (fazendeiros, padres e militares) e tinham certa autonomia para elaborarem algumas leis municipais.
A igreja católica enviava padres (principalmente jesuítas) para catequizarem os indígenas e para cuidar da educação  (colégios) dos filhos dos colonos portugueses.

B. Escravos negros.
        A exploração do Brasil por Portugal se baseou na mão-de-obra escrava negra. Portugal já traficava negros para a Europa e logo decidiu traficá-los para o Brasil, já que encontrava muitas resistências com a mão-de-obra indígena.
            O tráfico negreiro para o Brasil se tornaria uma atividade muito lucrativa. Os negros bantos (enviados para o Rio de Janeiro e Pernambuco) e os sudaneses (enviados para Bahia) foram os principais grupos africanos a chegarem à colônia brasileira.

C. Cana-de-açúcar.
          O primeiro engenho de açúcar no Brasil foi instalado em São Vicente (1532) por Martin Afonso de Sousa, mas foi o nordeste (principalmente Pernambuco) que se tornou o maior centro de produção do açúcar.
Solo favorável, clima quente e úmido, aumento do consumo na Europa, declínio no comércio de Portugal com as Índias, a ameaça de invasão do Brasil por estrangeiros são as principais causas que levaram Portugal a produzir açúcar no Brasil.
Mas, faltava capital para investimento, já que produzir açúcar exigia maiores investimentos do que explorar pau-brasil na costa brasileira. Para isso, Portugal faz uma parceria com a Holanda: os holandeses investem capital na produção e recebem exclusividade na comercialização do açúcar na Europa. Esta parceira renderia à Holanda os lucros maiores do negócio açucareiro.
As grandes propriedades (latifúndios) nas quais se plantava cana e se produzia açúcar eram conhecidas como engenhos. A maior parte das terras do engenho era utilizada na plantação da cana (monocultura) para produzir  açúcar  e ser  exportado  (exportação) e uma parte menor para a produção de alimentos. A grande maioria dos trabalhadores eram escravos negros (escravidão) e os homens brancos apenas administrava a produção.
O senhor de engenho comandava toda a vida no engenho: morava na casa-grande, era proprietário dos escravos, mandava na sua família sinhá,  sinhazinha  e filhos) e  dominava a vida política de sua região. Os escravos eram propriedades do senhor, explorados e moravam nas senzalas, moradias coletivas com péssima higiene.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Nova Holanda ou Brasil Holandês: ficha-resumo


Brasil Holandês ou Nova Holanda( 1630-1654): ficha resumo.

Com a formação da União Ibérica (1580-1640), a Espanha passa a dominar Portugal e suas colônias. Os espanhóis, inimigos da Holanda, proíbem os holandeses, antigos parceiros de Portugal no Brasil, de comercializarem açúcar no Brasil.
A Holanda não aceita a proibição espanhola e após algumas tentativas, invade e toma o nordeste brasileiro em 1630.  Os holandeses ficaram no nordeste brasileiro 24 anos (1630-1654) e foram tolerantes com católicos, judeus e protestantes.
O principal governante do Brasil Holandês foi Maurício de Nassau que organizou a produção do açúcar e modernizou a cidade de Recife. Após volta de Maurício de Nassau para a Europa, os fazendeiros e comerciantes brasileiros começaram a se organizar contra os invasores holandeses.
Após as duas Batalhas dos Guararapes, os holandeses deixaram o Brasil em 1654. Com a saída dos holandeses, o açúcar do Brasil entra em crise, pois os holandeses produzirão um açúcar de melhor preço e qualidade na América Central.

domingo, 31 de maio de 2020

Ensino Remoto= Escolas Estaduais - Estado de São Paulo.

Ensino Remoto= Escolas Estaduais - SP. Início: 27 de abril, segunda-feira





quarta-feira, 1 de abril de 2020

== Alunos da Escola Victor Britto Bastos – Rio Preto/SP. ===

Olá, alunos da Escola Victor Britto Bastos – Rio Preto/SP.


A escola está disponibilizando também nas redes sociais atividades para você fazer em casa.  Assim, a Coordenação Pedagógica da escola solicita  que vocês enviem convite para a escola no Facebook: https://www.facebook.com/victorbritto.bastos.33


No Facebook estarão as atividades elaboradas pelos professores. Então, convide a   Escola Victor Britto Bastos para a o seu Facebook.



Isolados cada um em sua casa, mas juntos venceremos esta fase. 

Um forte abraço a todos!

segunda-feira, 16 de março de 2020

=== COVID-19 - Férias:NÃO. Isolamento Social:SIM. ===

                                       ATENÇÃO -  "Férias:Não - Isolamento Social:SIM"



  Fique em casa. Mantenha seu ritmo escolar. Aguarde orientações do seu colégio. Faça a sua parte: somente assim venceremos este desafio.


A imagem pode conter: texto que diz "FIQUE EM CASA! Isolamento social não são férias. Enquanto as aulas estão suspensas, evite aglomerações (praias, shoppings, festas) e não faça reuniões em casa. INSTITUTO FEDERAL Rio JUNTOS NO COMBATE À COVID-19"                                                                                                Fonte: Instituto Federal do Rio de Janeiro - IFRJ.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Trabalho de História - 7ºano - Remarcaremos nova data de entrega

Imagens para uso na elaboração do Trabalho de História.

Entregar até dia 25 de março.

ATENÇÃO - Em razão da suspensão das aulas (Pandemia - COVID-19) remarcaremos depois uma nova data para entrega do trabalho.

Faça a sua parte: só assim venceremos este momento.
                                                                                    Professor Ferdinando,  18 de março de 2020. 







segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Atividade/Simulado - Reformas Religiosas - 7º ano

                                       Atividade/Simulado - Reformas Religiosas - 7º ano


Faça a Atividade/Simulado abaixo, envie e depois receba a correção.

Obrigado.

=Reformas Religiosas - revisão/resumo/atividade - 7ºano=

          7ºs anos -  Slides - Reformas Religiosas - revisão/resumo/atividade.


Veja os slides abaixo. Faça, se preferir,  as atividades no final dos slides  e envie no campo "comentários". Não esqueça de colocar nome e sala  para controle e correção do professor.

Outras dúvidas, poste no campo "comentário"  para apoio do professor.


Obrigado.


Atividade: Reformas Religiosas - 7º ano



Atividade: Reformas Religiosas


Informações abaixo para auxiliar na atividade sobre as Reformas Religiosas - 7º ano.



1-Anglicanismo: Religião oficial da Inglaterra desde o reinado de Elizabeth I, institucionalizada após o rompimento de Henrique VIII com Roma. O anglicanismo preservara os moldes hierárquicos e a adoração aos santos católicos. No que se refere às suas doutrinas, o anglicanismo incorporou alguns princípios calvinistas. Além disso, o poder exercido pela Igreja Anglicana concedeu condições para que o Estado se apropriasse das terras em posse dos clérigos católicos
2-Ato de Supremacia: Criado pelo rei Henrique VIII da Inglaterra. O Ato de Supremacia de novembro de 1534 foi um ato do Parlamento da Inglaterra ao rei Henrique VIII   que declara que ele é "o único chefe supremo na Terra da Igreja na Inglaterra".
3-Calvinismo: Movimento religioso   iniciado por João Calvino no século XVI. Também se refere às doutrinas e práticas das Igrejas Reformadas.
4-Concilio de Trento: Reunião da Igreja Católica realizada na cidade de Trento, Itália de 1545 a 1563. Convocação feita pelo Papa Paulo III para assegurar a unidade da fé e a disciplina eclesiástica diante das Reformas Religiosas da época.
5-Doutrina: Conjunto coerente de ideias fundamentais a serem transmitidas, ensinadas num sistema filosófico, político, religioso, econômico. Pode ser definido como o conjunto de princípios que servem de base a um sistema religioso, político, filosófico, militar, pedagógico, entre outros.
6-Herege: Aquele que professa uma heresia ou pratica doutrinas contrárias aos dogmas concebidos pela igreja. Que questiona certas verdades estabelecidas pela doutrina religiosa.
7-Index:  Lista de livros proibidos pela Igreja Católica, por serem considerados contrários à fé e à moral cristã.
8-Indulgências: remissão, perdão, total ou parcial, diante de Deus, dos pecados cometidos pelos homens.
9-Infalível: Aquele que não erra; que não se engana. Que funciona com precisão: relógio infalível. Que não erra no âmbito da fé: o cristianismo é infalível.
10-Luterano: Adepto da doutrina de Lutero. Conforme à doutrina de Lutero: ritual luterano.
11-Predestinação: Crença de que cada acontecimento é determinado de antemão por Deus. Os defensores dessa doutrina argumentam que se Deus não ordenar cada acontecimento, não se pode dizer que Ele é todo-poderoso.
12-Puritano: Pessoa que fazia parte do credo presbiteriano rigorista, praticado na Grã-Bretanha durante o século XVI, cujos preceitos se pautavam no cristianismo puro.  Caracterizado por possuir um apego extremo às Escrituras. Aquele que possui um rigor moral excessivo.
13-Sacramentos: O sacramento católico é um ato ritual destinado aos fiéis, para receberem a graça de Deus. São sete sacramentos: batismo, confirmação (ou crisma), eucaristia, reconciliação, unção dos enfermos, ordem e matrimônio.
14-Seminário:  Aula com exposição e discussão de temas específicos. Mesa-redonda, simpósio, colóquio, congresso. Instituição religiosa de preparação para quem deseja ser padre. Lugar em que se preparam pessoas que se querem dedicar à vida eclesiástica, religiosa.
15-Teologia:  o Estudo da existência de Deus, das questões referentes ao conhecimento da divindade, assim como de sua relação com o mundo e com os homens.                            

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Prova de História - Quarto Bimestre - 2019

       Conteúdo para prova - 4º Bimestre - 25/11/19


Estude os conteúdos abaixo para o provão de novembro. Não deixe para  última hora. Uma boa prova para todos.


  • Engenho de açúcar.
  • Vida de escravo/senhor.
  • Brasil Holandês ou Nova Holanda.
  • Quilombo de Palmares.